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Transtorno Dismórfico Corporal: A sensação do patinho feio

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Saúde

Transtorno Dismórfico Corporal: A sensação do patinho feio

A doença acomete principalmente as mulheres e, recentemente, a atriz Bruna Marquezine teve o distúrbio

A atriz teve a doença meses antes de protagonizar uma novela e contou sobre o caso, nas suas redes sociais. 

Você é o tipo de pessoa ou conhece alguém que não está satisfeito com a imagem que reflete no espelho? Faz investimentos em procedimentos estéticos, tem uma vida  saudável regrada e, mesmo assim, acha que pode ou precisa melhorar a aparência? Essas, são características de quem sofre de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), a síndrome do patinho feio. 

Que é um sentimento subjetivo global de serem muito feios, sem atrativos, anormal ou deformados em alguns aspectos de sua imagem, a despeito da aparência normal ou quase normal.

Nesta quarta-feira, a atriz Bruna Marquezine disse em seus stories do instagram que, alguns meses atrás antes de protagonizar a vilã Catharina, teve distúrbio de imagem. Ela não estava satisfeita com o seu corpo, e chegou a tomar durante três meses laxantes diariamente. A partir desse distúrbio, foi desencadeado um quadro de depressão. Ela chegou a dizer que sabia que precisava de ajuda profissional, mas que não tinha forças para procurar, foi aí que os familiares e alguns poucos amigos a ajudaram.

Outro caso recente, é da atriz americana Lili Reinhart, estrela da série Riverdale, ela desabafou sobre não gostar da imagem dela no espelho, e esse sentimento começou a se manifestar em sua adolescência. Exatamente a fase da vida que o TDC surge afetando, principalmente, as mulheres. 

Já nos homens, é muito comum observar a Vigorexia (dismorfia muscular) que é sentimento de ter o corpo pequeno, magro, com poucos músculos. Essa condição pode fazer com que muitos acabem fazendo dietas, exercícios excessivos e abuso de esteroides anabolizantes.

Os comportamentos mais comuns são geralmente comparar a própria aparência com a de outras pessoas. Um estudo verificou que 90% dos indivíduos afetados experimentaram um episódio depressivo, 70% de ansiedade e 30% psicótico.

Mas, existe tratamento para o Transtorno Dismórfico Corporal. o psiquiatra Valdir Campos explica que a pessoa que sofre de TDC tem uma avaliação critica da realidade e da figura dela comprometida. "Essas pessoas precisam fazer psicoterapia, que é a terapia cognitiva comportamental, para mudar a forma dela pensar e e enxergar a sua imagem no espelho", explicou.

Segundo o especialista as medicações são indicadas para os casos psicóticos graves ou que já desencadearam quadro de depressão, ansiedade e os remédios antidepressivos vão agir no combate dessas doenças. "A pessoa com a TDC não percebe que possui a doença porque toda percepção crítica está alterada. Na maioria dos casos, são as pessoas ao redor que identificam a alteração do comportamento e sugerem a ajuda", comentou o psiquiatra.