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Anorgasmia afeta 26% das mulheres brasileiras

Saúde

Anorgasmia afeta 26% das mulheres brasileiras

Especialista explica sobre disfunção sexual em que a mulher não consegue atingir o orgasmo

Foto: Divulgação

O ápice do prazer. Algumas mulheres relatam que até choram, já outras sentem espasmos e até a sensação de pernas trêmulas. O orgasmo é único e individual para cada pessoa, podendo variar as impressões. Mas, por determinados motivos, algumas mulheres não conseguem alcançá-lo. De acordo com estudo realizado pelo Pro Sexo - Programa de Atendimento Sexual do Hospital das Clínicas de São Paulo, 26,2% das brasileiras não atingem o orgasmo. A dificuldade tem uma definição, é chamada de anorgasmia feminina.

A anorgasmia feminina é uma disfunção sexual caracterizada pela ausência ou dificuldade de se chegar ao orgasmo. De acordo com a sexóloga Flaviane Brandemberg, o problema é entendido em três fases. 

“A primeira é chamada de anorgasmia primária, que é quando a mulher nunca teve o orgasmo. Já a segunda está relacionada àquelas mulheres que já alcançaram a sensação, mas por alguma razão desconhecida, simplesmente pararam de ter esse prazer. O terceiro tipo de anorgasmia é a situacional. Neste caso, a falta do orgasmo se apresenta diante de uma situação específica, como durante o sexo vaginal ou com um determinado parceiro, mas o prazer ocorre normalmente durante a masturbação ou sexo oral, por exemplo”, explica a especialista.

Os motivos que podem acometer a falta do orgasmo, muitas vezes, estão relacionados a vivências repressoras e até a falta de conhecimento sobre o próprio corpo, segundo a a terapeuta sexual. “Sabemos que a cultura em que vivemos sempre reprimiu muito todas as questões relacionadas à sexualidade feminina e essa falta de sentir prazer é mais um dos reflexos dessa repressão. A desinformação, desconhecimento do próprio corpo, sentimento de culpa, tabus atribuídos ao sexo, tudo isso influencia”, disse.

A sexóloga comenta que o uso de alguns medicamentos também podem inibir ou diminuir o apetite sexual. Nesse caso vale perguntar ao médico a possibilidade de diminuir a dosagem e procurar alternativas.

No entanto, Flaviane afirma que o problema da anorgasmia pode ser contornado. “O primeiro passo é buscar a ajuda de um terapeuta, pois essa disfunção pode prejudicar a autoestima. É importante, também, estar aberto ao diálogo com o parceiro, para que juntos possam estimular a descoberta de alternativas que tornarão o sexo prazeroso para ambos. Não fique exigindo muito de você mesma e tenha em mente que esse momento é de experimentar e de se conhecer, portanto, inove nas posições sexuais, se masturbe e, sobretudo, se divirta e curta esse momento”, indica a sexóloga.