ES autoriza aplicação de 1ª e 2ª doses com vacinas diferentes

Saúde

ES autoriza aplicação de 1ª e 2ª doses com vacinas diferentes

A decisão foi tomada devido a grande quantidade de vacinadas da Pfizer e a falta da Astrazeneca. O prazo entre as aplicações será de oito semanas

Iures Wagmaker

Redação Folha Vitória
Foto: Alexandre Souza / Folha Vitória

O secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, anunciou, no final da noite desta segunda-feira (18), a autorização para o uso da segunda dose de vacina para covid-19 heteróloga, ou seja, pode ser aplicada a vacina de um fabricante diferente da primeira dose no mesmo paciente.

Segundo a publicação do secretário, a medida é válida a partir desta terça-feira (19). A decisão foi tomada devido a grande quantidade de vacinadas da Pfizer e a falta da Astrazeneca. O prazo entre as aplicações será de oito semanas.

Fernandes ainda afirmou que foram solicitadas ao Ministério da Saúde 140 mil doses da Astrazeneca para o Espírito Santo.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa), em virtude do cenário de escassez de doses da vacina AstraZeneca (Fiocruz/Oxford) e da ampla disponibilidade da vacina Pfizer/BionTech pelo Ministério da Saúde ao Estado, a Secretaria da Saúde (Sesa) passa adotar, a partir desta terça-feira (19), o uso de vacinas heterólogas para a complementação do esquema vacinal contra a Covid-19.

Seguindo a Resolução Nº 174 da Comissão Intergestores Bipartite, fica definido que pessoas que receberam a primeira dose (D1) AstraZeneca/Fiocruz recebam a segunda dose (D2) da vacina da Pfizer/BioNTech para completar seu esquema de vacinação, em caso de ausência do primeiro imunizante no município.

A D2 deverá ser administrada no intervalo adotado para o imunizante utilizado na D1. Vale ressaltar que, no Estado, o intervalo adotado para os esquemas vacinais com AstraZeneca e Pfizer são de oito semanas (56 dias).

A intercambialidade de vacinas, ou uso de vacinas heterólogas, é uma orientação do Ministério da Saúde, subsidiada por discussões realizadas na Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis, por meio da Nota Técnica Nº6/2021, que aponta que “considerando dados indicando boa resposta imune em esquemas de intercambialidade, bem como dados de segurança favorável, considerando ainda a importância da segunda dose para assegurar elevada efetividade contra a Covid-19, opta por orientar que onde não for possível administrar a segunda dose da vacina com uma vacina do mesmo fabricante, seja por contraindicações específicas ou por ausência daquele imunizante no país, poderá ser administrada uma vacina Covid-19 de outro fabricante”.