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Amigas unidas, balança vencida! Grupo de mulheres se une para emagrecer 70kg

Saúde

Amigas unidas, balança vencida! Grupo de mulheres se une para emagrecer 70kg

Essa turma se reuniu para manter o pique e chegar ao objetivo de forma saudável

Thamiris Guidoni

Redação Folha Vitória
Foto: Divulgação

Faltando pouco mais de um mês para o verão, sete amigas se uniram em busca de um objetivo comum: saúde e qualidade de vida. Juntas elas buscam eliminar 70 quilos até a estação mais quente do ano.

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Mayka Schneider, Helen Dal Col, Sabrina Franzin, Renata Sá, Priscila Légora, Manisa Leão e Sheila Bagatelli fazem parte do grupo "Mulheres de Negócios". A proposta é unir empresárias para trocar experiências e fazer negócios juntas. Mas além disso, elas aproveitaram essa união para conquistar uma vida mais saudável. "Juntas venceremos. Além de nos apoiarmos, buscamos sempre incentivar as amigas para persistirem no objetivo. Esse trabalho conjunto faz toda a diferença", destacou Helen.

A ideia surgiu da educadora física e também empresária Cibelly Camena. À frente de uma rede de emagrecimento do Espírito Santo, ela percebeu a crescente demanda do grupo e decidiu incentivar as participantes. "Esse processo precisa ser prazeroso e é isso que estamos buscando oferecer para elas".

Elas têm grupo de WhatsApp, treinam vôlei na Praia e fazem os acompanhamentos estéticos juntas. Que tal reunir os amigos e começar um desafio?

Obesidade atinge um em cada cinco adultos no Brasil

Dados ido Ministério da Saúde mostram que a explosão de casos assistida na última década perdeu ritmo nos dois últimos anos. Os números, no entanto, estão longe de ser tranquilizadores. 

A pesquisa do Ministério da Saúde mostra que 18,9% da população acima de 18 anos das capitais brasileiras é obesa. O porcentual é 60,2% maior que o obtido na primeira vez que o trabalho foi realizado, em 2006. Naquele ano, 11,8% dos entrevistados estavam com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30. Embora bastante elevado, sobretudo quando comparado com outros países da América do Sul, os indicadores são os mesmos obtidos em 2015.

Novos hábitos

Os sinais de estabilização de sobrepeso e obesidade nos últimos dois anos vêm acompanhados de mudanças no comportamento do brasileiro. Ele hoje consome menos refrigerante e bebidas adoçadas que na última década e se exercita um pouco mais. Em 10 anos, a queda do consumo de bebidas foi de 52,8%. Em 2007, 30,9% dos moradores das capitais faziam uso regular desses produtos. Agora, o comportamento é citado por 14,6%.

Alimentação e exercício

O raciocínio vale ainda para a melhora nos indicadores de consumo de frutas e hortaliças. Os números avançaram positivamente, mas ainda não alcançaram a meta ideal. Entre a população de 18 a 24 anos a ingestão recomendada de pelo menos cinco porções por semana desses alimentos subiu 25%. Mesmo assim apenas 19,63% consomem esses alimentos nessa frequência. Os números vão melhorando com o passar dos anos de vida. Dos entrevistados com mais de 65 anos, 26,9% fazem o consumo desses alimentos na proporção recomendada.

Além da alimentação, os indicadores de atividade física também melhoraram. Houve um aumento de 24% de pessoas que afirmam se exercitar de forma leve ou moderada. "Todos esses indicadores precisam melhorar. O ideal é que toda população coma ao menos cinco porções de frutas e hortaliças por dia. E que se exercite de forma moderada, mas frequente", avalia Maria de Fátima.

A tarefa, no entanto, não é fácil. "Há dificuldades de acesso, sem falar em preços", diz. Batizada de Vigitel, a pesquisa do Ministério da Saúde é feita por telefone, com população acima de 18 anos residente nas capitais do País.

Número de obesos entre jovens mais que dobra em uma década

Embora o aumento do sobrepeso e da obesidade tenha se dado em todas as faixas etárias e em todas as regiões do País na última década, os jovens foram os mais afetados. O número de obesos de 18 a 24 anos mais que dobrou em 11 anos e alcança os 9%. Além disso, um terço das pessoas nessa faixa etária está com sobrepeso.

A preocupação com pessoas nessa faixa etária se dá não apenas pela velocidade com que o fenômeno avança, mas pelas consequências. Quanto mais cedo jovens ficam acima do peso, maior o risco de desenvolverem doenças.

O impacto para o sistema de saúde também é expressivo. O cálculo é de que o País gaste cerca de R$ 16,9 bilhões por ano com tratamentos de problemas relacionados à obesidade, como asma, hérnia de disco e distúrbios cardiovasculares.

Os números reunidos pelo Ministério da Saúde mostram que os efeitos da obesidade já são sentidos. O diabetes, por exemplo, cresce de forma expressiva. Entre 2006 e 2017, os registros subiram 49% entre a população de 25 a 34 anos.

Quando se analisa a população como um todo, fica claro não haver diferenças significativas entre gênero. Em São Paulo, por exemplo, 8,6% das mulheres já receberam a confirmação do problema e 8,3% dos homens. A estatística nacional é um pouco menor: 7,6%.

O estudo mostra que a população masculina é a mais afetada tanto pelo sobrepeso quanto pela obesidade. Em todas as capitais e no Distrito Federal, mais de 50% dos homens está acima do peso. Em 7 capitais, a marca já ultrapassou os 60%.

A situação das mulheres, contudo, está longe de ser menos alarmante. Em 12 Estados, mais da metade das mulheres têm excesso de peso.