Médicos alertam para sinais do AVC e orientam sobre formas de prevenção

Saúde

Médicos alertam para sinais do AVC e orientam sobre formas de prevenção

O Acidente Vascular Cerebral é a segunda maior causa de morte no pais e pode deixar sequelas para pessoas que sobrevivem a doença

Foto: Divulgação

Na última semana, a morte de Tom Veiga, intérprete do Louro José, despertou a atenção de muitas pessoas para um problema de saúde que precisa de atenção: o Acidente Vascular Cerebral (AVC). A doença é a segunda causa de morte mais comum entre os brasileiros. 

Dados da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV), apontam que cerca de 70% das pessoas acometidas por AVC não têm condições de retomar as atividades profissionais, devido às sequelas que o quadro deixa. Metade dos pacientes perde autonomia e acaba precisando de cuidadores para nas suas tarefas diárias. A entidade ressalta que embora o AVC atinja mais comumente pessoas com idade acima de 60 anos, tem crescido entre jovens e pode, inclusive, afetar crianças.

Segundo o neurologista Waldemar Carlos Barros Algemiro existem dois tipos de AVC: o hemorrágico, que teria provocado a morte de Tom Veiga, e o isquêmico, responsável por cerca de 80% dos casos. “O AVC isquêmico ocorre por oclusão do vaso arterial do cérebro, já o hemorrágico é secundário à ruptura das artérias”, disse. 

Dentre os sintomas mais comuns do AVC, também chamado de derrame, estão a perda de força ou sensibilidade, desvio da rima lábio (sorriso torto) e alteração de fala. No entanto, existem outros sintomas possíveis dependendo da área cerebral afetada.

O neurologista explica que os sintomas de AVC são súbitos e o quanto antes a pessoa procurar o serviço de urgência médica, maiores serão as chances de minimizar as sequelas neurológicas. “No caso do AVC isquêmico, podemos usar medicamentos para desfazer a obstrução à circulação sanguínea nas primeiras quatro horas e meia”, ressaltou. 

Os principais fatores de risco para AVC são hipertensão arterial, diabetes, arritmias cardíacas, tabagismo, sedentarismo, colesterol elevado e obesidade. 

Por isso, segundo o cardiologista Gil Gonçalves Azeredo, é importante cuidar da saúde e ter hábitos saudáveis. “Às vezes o paciente hipertenso abandona o tratamento ou não faz o controle da pressão arterial. Isso não pode acontecer. A pressão deve estar controlada, independentemente de haver sintoma ou não. Um AVC pode trazer sequelas cerebrais irreversíveis e até levar à morte”, orienta.

A recomendação é para que as pessoas mantenham uma boa alimentação, um sono de qualidade e pratiquem atividade física regular. “São atitudes fundamentais para a prevenção da doença”, afirma Gil.