
Estamos encerrando 2025 com um panorama que, até pouco tempo atrás, parecia inimaginável.
Indicadores econômicos, urbanos e sociais começam a revelar uma Vitória do Espírito Santo ampliada — não apenas maior em números, mas mais profunda em significado, valor e propósito.
Falar de inteligência ampliada é falar da capacidade de um território reconhecer que desenvolvimento não se sustenta apenas em técnica, eficiência ou crescimento econômico, mas na integração entre ciência, cuidado, cultura e sentido. E 2025 foi um ano em que essa inteligência começou a se manifestar de forma clara no campo da saúde.
Em março de 2025, após décadas de atuação regulatória, o Conselho Federal de Medicina (CFM) instituiu oficialmente uma Comissão de Saúde e Espiritualidade, abrindo espaço para uma escuta qualificada dessa dimensão no cuidado. Esse movimento sinaliza uma forma de inteligência ampliada no cuidado, que reconhece o paciente como um ser integral e entende que saúde se constrói na interseção entre protocolos, vínculo, escuta e propósito.
Para muitos, essa mudança ainda passa despercebida. Para quem atua no cuidado, ela representa um amadurecimento institucional importante: o reconhecimento de que a ciência é indispensável, mas insuficiente quando desconectada da experiência humana.
O médico e a missão de acolher a vida
Essa compreensão não é nova. Ela já estava registrada nas Escrituras. Em Eclesiásticos 38:1-2, lemos:
“Honra o médico, porque ele é necessário; foi o Altíssimo quem o criou.”
O médico surge aqui não apenas como técnico, mas como líder da jornada de acolhimento — alguém chamado a servir à vida, sustentar processos e preservar vidas nos momentos de maior vulnerabilidade.
É nesse contexto que se revela uma verdade essencial do cuidado contemporâneo:
É admitir que, sozinhos, somos insuficientes, mas que, em parceria com o Criador, somos capazes de acolher em rede o outro em sua totalidade.
Essa é a inteligência ampliada aplicada à saúde: quando ciência, ética, espiritualidade e vínculo deixam de competir e passam a cooperar em favor da vida.
Vitória e a inteligência ampliada do território
Há um senso de atalaia que se impõe neste tempo. Não é possível ignorar o desenho que começa a se formar. E ele se confirma em dados concretos.
Em 2025, Vitória passou a ocupar posição de destaque nacional:
• foi reconhecida como a melhor cidade do Brasil no ranking As Melhores Cidades, da Veja Negócios, em parceria com a Austin Rating;
• foi apontada como a cidade mais inteligente do país pelo ranking Connected Smart Cities;
• alcançou o metro quadrado mais valorizado entre as capitais brasileiras.
Esses resultados não revelam apenas eficiência urbana, mas uma inteligência ampliada de território — capaz de crescer sem perder humanidade, gerar valor sem romper vínculos e sustentar prosperidade com qualidade de vida.
Valor não é preço — é identidade
O valor de Vitória não irá além do seu preço se não for sustentado por relações humanas saudáveis, espírito público e uma cultura que coloca a vida no centro das decisões
Nesse ponto, o espírito crítico capixaba merece reconhecimento. Longe de autodepreciação, ele expressa uma régua elevada. O capixaba critica porque acredita que pode ser melhor — e esse traço cultural é parte silenciosa dos resultados que hoje se revelam.
2026: o tempo do ajuste fino
Iniciamos 2026 como um ano de alinhamento e preparação. Falar desse tempo exige uma inteligência ampliada do agora — aquela que prepara antes de anunciar, alinha antes de prometer e cuida antes de expandir.
É nesse caminho que se anuncia 2027 027. Não como destino fechado, mas como horizonte simbólico de convergência: a possibilidade de Vitória se afirmar como Grande Vitória do Acolhimento, irradiando esse valor para todo o Espírito Santo.
O leme que nos guia
Que a promessa registrada nas Escrituras, em Isaías 43:2, e a presença do Criador anunciada pelos colibris — símbolo que, em muitas culturas, representa vida, cuidado e presença — sejam o leme dessa Grande Vitória.
Colibris que também marcam o território do Espírito Santo e lembram, de forma silenciosa, que há caminhos que não se explicam apenas pela lógica humana.
“Quando passares pelas águas, Eu estarei contigo.”
Esse acolhimento encontra eco no Salmo 27:10 , ao lembrar que, mesmo quando estruturas humanas falham, há um cuidado maior que permanece — um cuidado que preserva vidas.
E que a mensagem inscrita na bandeira capixaba siga orientando nossos passos — não apenas como lema, mas como prática viva e cotidiana:
Acolhe.
Trabalha &
Confia.