
Ano após ano, o período de pagamento do IPVA se consolida como um terreno fértil para fraudes digitais, e os dados registrados em 2025 deixam claro que essa prática não só persiste, como segue em expansão em 2026.
A estratégia é conhecida, mas cada vez mais refinada, páginas falsas que imitam portais oficiais do governo, anúncios patrocinados nos buscadores e promessas de descontos que simplesmente não existem. Para o IPVA 2026, especialistas alertam: o golpe não será grosseiro, será convincente.
O que os números de 2025 revelam e por que 2026 exige atenção redobrada
Os dados mais recentes ajudam a entender o tamanho do problema e o que pode se repetir ou até se intensificar em 2026:
- Em 2025, o Brasil registrou dezenas de milhões de tentativas de golpes financeiros digitais, com o Pix liderando como principal meio utilizado por criminosos.
- Relatórios de empresas de cibersegurança apontaram que fraudes envolvendo tributos e serviços públicos cresceram de forma consistente, especialmente no início do ano.
- Apenas no primeiro semestre de 2025, milhões de tentativas de fraude online foram detectadas, com destaque para golpes que simulam sites governamentais.
- Golpes relacionados ao IPVA apareceram de forma recorrente em alertas de secretarias da Fazenda estaduais, Ministérios Públicos e órgãos de defesa do consumidor.
Esse histórico transforma 2025 em um alerta claro para 2026: o mesmo modelo de fraude deve voltar, com pequenas variações, mais investimento em anúncios e páginas ainda mais realistas.
Como deve funcionar o golpe do IPVA em 2026
A lógica do golpe segue um roteiro bem estruturado, pensado para explorar pressa, confiança e desatenção:
1. Anúncios que parecem oficiais
Criminosos investem em links patrocinados que aparecem no topo do Google quando o usuário pesquisa termos como:
- “IPVA 2026”
- “pagar IPVA”
- “desconto IPVA 2026”
- “IPVA placa”
Esses anúncios costumam usar linguagem institucional, cores semelhantes às dos órgãos públicos e chamadas chamativas.
2. Sites falsos quase idênticos aos oficiais
Ao clicar no link, o motorista é levado a uma página que copia o visual do Detran ou da Secretaria da Fazenda, incluindo brasões, cores e layout. O endereço do site é o detalhe mais perigoso:
- Mistura palavras como ipva, detran, pagamento, oficial
- Usa terminações comerciais, como
.com,.netou.org - Nunca termina em gov.br
3. Validação com dados reais do veículo
Para aumentar a credibilidade, o site solicita:
- Placa do veículo ou
- Número do Renavam
Em seguida, exibe informações reais:
- Modelo
- Ano
- Cor
- Município de registro
Esses dados são obtidos por meio de bases públicas ou vazamentos anteriores, criando a falsa sensação de que o site é legítimo.
4. O “desconto especial” que não existe
Após a validação, surge a armadilha final:
- Oferta de “desconto exclusivo”
- Condição “válida por tempo limitado”
- Pagamento somente via Pix
O QR Code direciona o dinheiro para contas de terceiros, geralmente em bancos digitais, dificultando o rastreamento e praticamente inviabilizando o estorno.
O ponto mais crítico: o Pix
O Pix não é o vilão, mas virou o meio preferido dos criminosos por um motivo simples:
- O dinheiro cai instantaneamente
- Pode ser pulverizado em várias contas
- O bloqueio ou recuperação é extremamente difícil
Para tributos como o IPVA, isso exige atenção máxima.
Passo a passo para não cair no golpe
✅ 1. Digite o endereço oficial manualmente
Nunca clique em links recebidos por:
- SMS
- Redes sociais
- Anúncios patrocinados
Digite você mesmo o endereço do Detran ou da Secretaria da Fazenda do seu estado no navegador.
✅ 2. Confira o domínio com calma
Antes de qualquer ação, olhe a barra de endereços:
- ✔️ Termina em gov.br
- ❌ Possui
.com,.net,.orgou variações estranhas
Esse é o erro mais comum e mais explorado.
✅ 3. Desconfie de qualquer “desconto fora do padrão”
Os descontos do IPVA:
- São definidos oficialmente
- Divulgados com antecedência
- Iguais para todos
Não existe:
- “desconto exclusivo”
- “condição personalizada”
- “oferta relâmpago”
✅ 4. Verifique o destinatário do pagamento
Antes de confirmar qualquer Pix:
- O recebedor deve ser o Governo do Estado ou a Secretaria da Fazenda
- Nunca uma pessoa física
- Nunca uma empresa desconhecida (LTDA, ME, etc.)
Se o nome não bate, não pague.
✅ 5. Prefira apps oficiais
Sempre que possível:
- Use aplicativos oficiais do Detran ou da Sefaz
- Evite navegadores quando estiver em dúvida
Apps oficiais reduzem drasticamente o risco de fraude.
✅ 6. Nunca pague com pressa
Golpistas criam urgência de propósito. Se algo parecer estranho:
- Feche a página
- Respire
- Confira em outro canal oficial
✅ 7. Mantenha seus dispositivos protegidos
- Atualizações em dia
- Antivírus ativo
- Cuidado com redes Wi-Fi públicas
Segurança digital também é prevenção financeira.
Plataformas sob pressão
A recorrência desses golpes vem chamando a atenção de autoridades internacionais. Em alguns países, plataformas digitais e buscadores já começam a ser responsabilizados quando mantêm no ar anúncios fraudulentos mesmo após denúncias.
O debate avança, mas até lá, a principal linha de defesa ainda é o próprio usuário.
Atenção agora evita prejuízo depois
O histórico de 2025 mostra que os golpes digitais não são exceção, são estratégia. Para o IPVA 2026, a melhor decisão é simples: desconfiança saudável e informação.
Se o site parece oficial demais, promete facilidade demais ou desconto demais, o risco é real. Em tempos de golpes cada vez mais sofisticados, atenção virou item obrigatório no orçamento.
A tecnologia pode ser uma valiosa aliada para todos nós, desde que seja utilizada de maneira equilibrada e segura, garantindo que todos nós tenhamos acesso seguro e informações confiáveis.
Compartilhe com a gente as suas experiências, ou se precisar esclarecer alguma dúvida entre em contato, será uma satisfação para nós poder te ajudar de alguma forma. Fique sempre ligado no Folha Digital.
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