Volta às aulas: como pais e escolas estão usando inovação para apoiar estudos, bem-estar e segurança dos alunos

O retorno às aulas, marcado para esta semana em grande parte do país, já não se resume à compra de material escolar e à organização da rotina. Em um cenário cada vez mais digital, famílias, escolas e educadores passam a lidar com um novo desafio: como usar a tecnologia a favor do aprendizado, sem que ela se torne um fator de distração, ansiedade ou excesso de exposição às telas.

Aplicativos educacionais, plataformas de acompanhamento escolar e ferramentas de monitoramento passaram a ocupar um papel central na vida de crianças e adolescentes. A questão deixou de ser se essas tecnologias devem ser usadas e passou a ser como usá-las de forma consciente, equilibrada e pedagógica.

Especialistas em educação são unânimes ao afirmar que a tecnologia, quando bem orientada, pode ser uma grande aliada no desenvolvimento acadêmico e emocional dos estudantes.

Tecnologia como extensão da educação, não como substituição

Educadores destacam que o uso de aplicativos e plataformas digitais não deve substituir o papel da escola ou da família, mas funcionar como uma extensão do processo educativo.

Para coordenadores pedagógicos, o grande ganho está na possibilidade de personalização do aprendizado. Aplicativos permitem identificar dificuldades específicas em matemática, interpretação de texto ou escrita, oferecendo exercícios adaptados ao ritmo de cada aluno.

Já diretores escolares observam que a tecnologia também aproximou a escola das famílias. Hoje, pais conseguem acompanhar frequência, desempenho, entregas de atividades e comunicados em tempo real, criando um vínculo mais ativo com a vida escolar dos filhos.

Controle do tempo de tela: equilíbrio virou palavra-chave

Se por um lado a tecnologia ajuda, por outro o uso excessivo de telas preocupa pais e psicólogos. O retorno às aulas reacende um debate importante: como estabelecer limites saudáveis sem gerar conflitos constantes em casa.

Psicólogos infantis alertam que o problema não está apenas no tempo de tela, mas na qualidade desse uso. Aplicativos de controle parental permitem definir horários, bloquear conteúdos inadequados e diferenciar momentos de estudo, lazer e descanso.

Especialistas em comportamento destacam que o ideal é que esse controle seja feito de forma transparente, com diálogo. Quando crianças e adolescentes entendem o porquê dos limites, a chance de resistência diminui significativamente.

Mais do que vigiar, o objetivo é ensinar autorregulação, uma habilidade essencial para a vida adulta.


Monitoramento do trajeto entre casa e escola traz mais tranquilidade às famílias

Outro tema que ganha relevância no retorno às aulas é a segurança no deslocamento. Em grandes centros urbanos, muitos alunos já fazem o trajeto entre casa e escola sozinhos ou em transporte escolar.

Aplicativos de localização em tempo real passaram a ser utilizados por famílias como uma forma de trazer tranquilidade, permitindo acompanhar o percurso, horários de chegada e saída e eventuais desvios de rota.

Especialistas em educação reforçam que esse tipo de monitoramento deve ser usado como apoio à segurança e não como ferramenta de vigilância excessiva. O cuidado está em preservar a autonomia do aluno, especialmente na adolescência, sem abrir mão da proteção.


Aplicativos educacionais ganham espaço na rotina de estudos

No campo do aprendizado, a variedade de aplicativos educacionais cresceu de forma significativa nos últimos anos. Hoje, é possível encontrar soluções específicas para praticamente todas as disciplinas.

Na matemática, plataformas interativas ajudam a trabalhar lógica, raciocínio e resolução de problemas de forma gamificada, tornando o estudo menos mecânico e mais envolvente.

Em português, aplicativos focam em leitura, interpretação de texto, gramática e ampliação de vocabulário, com atividades curtas que podem ser feitas no intervalo entre aulas ou em casa.

Professores ressaltam que essas ferramentas são especialmente úteis para reforço escolar, revisão de conteúdos e recuperação de lacunas de aprendizado deixadas por períodos de ensino remoto.

Redação e ENEM: a tecnologia como aliada da escrita

Entre todas as disciplinas, a redação ocupa um lugar especial nas preocupações de alunos e famílias, especialmente para quem está se preparando para o ENEM.

Educadores apontam que escrever bem não é apenas dominar regras gramaticais, mas desenvolver argumentação, clareza, repertório sociocultural e capacidade de organização de ideias. E é justamente nesse ponto que a tecnologia tem avançado. Já existem aplicativos e plataformas capazes de:

  • auxiliar na estruturação do texto dissertativo-argumentativo
  • sugerir melhorias de coesão e coerência
  • apontar desvios gramaticais e de pontuação
  • oferecer feedback alinhado aos critérios do ENEM

Professores de redação observam que essas ferramentas não substituem a correção humana, mas funcionam como um treino constante. O aluno escreve mais, recebe retorno imediato e chega à sala de aula mais preparado para aprofundar o trabalho com o professor.

Coordenadores educacionais destacam que o uso consciente dessas tecnologias pode democratizar o acesso a práticas de escrita de qualidade, especialmente para alunos que não têm condições de pagar cursos preparatórios.


Inteligência Artificial entra na rotina escolar e muda a forma de estudar

Além dos aplicativos tradicionais, a Inteligência Artificial passou a ocupar um papel cada vez mais presente na rotina de estudos, especialmente com ferramentas baseadas em linguagem, como o ChatGPT. O que antes parecia distante do ambiente escolar hoje já é realidade em casas, cursinhos e até em salas de aula.

Educadores explicam que a IA não deve ser vista como um atalho para respostas prontas, mas como um instrumento de apoio ao aprendizado ativo. Quando bem orientada, ela ajuda o aluno a organizar ideias, esclarecer dúvidas, revisar conteúdos e aprofundar o entendimento de temas complexos.

Professores relatam que muitos estudantes utilizam a IA como uma espécie de tutor disponível a qualquer hora, capaz de explicar um conceito de matemática de diferentes formas, ajudar na interpretação de um texto ou sugerir caminhos para desenvolver um argumento em uma redação.

IA e redação: apoio à construção do pensamento crítico

No caso específico da redação, especialmente na preparação para o ENEM, a Inteligência Artificial vem se mostrando uma aliada relevante quando usada com critério. Ferramentas como o ChatGPT conseguem ajudar o aluno a estruturar o texto, organizar a introdução, desenvolver argumentos e concluir de forma coerente.

Especialistas em linguagem reforçam, no entanto, que o maior valor da IA está em estimular o processo de escrita, e não em entregar textos prontos. Quando o estudante utiliza a ferramenta para revisar, reescrever, comparar versões ou entender por que determinado argumento funciona melhor do que outro, o aprendizado se fortalece.

Coordenadores pedagógicos alertam que a escola e a família têm um papel fundamental nesse processo: ensinar o aluno a usar a IA como apoio intelectual, e não como substituto do pensamento próprio.

O olhar da psicologia e da educação ética

Psicólogos educacionais chamam atenção para um ponto sensível: o uso da IA também precisa respeitar limites emocionais e éticos. O excesso de dependência de ferramentas inteligentes pode comprometer a autonomia, a criatividade e a autoconfiança do estudante se não houver acompanhamento.

Por isso, especialistas defendem que o diálogo seja constante. Pais e educadores devem conversar sobre o que pode ou não ser feito com essas tecnologias, explicando conceitos como autoria, responsabilidade e honestidade acadêmica.

Diretores escolares destacam que muitas instituições já estão revisando seus projetos pedagógicos para incluir o uso responsável da IA, preparando alunos não apenas para provas, mas para um mercado de trabalho em que saber dialogar com tecnologias inteligentes será uma competência básica.

A Inteligência Artificial não é uma ameaça à educação, mas um reflexo do mundo em que os estudantes já vivem. Ignorar sua presença não é uma opção. Ensinar a usar com consciência, criticidade e propósito é o verdadeiro desafio.


O olhar dos especialistas: tecnologia com propósito

Educadores, psicólogos e gestores escolares convergem em um ponto essencial: a tecnologia precisa ter propósito pedagógico e emocional. Quando usada apenas como entretenimento ou sem acompanhamento, pode gerar distração e sobrecarga. Quando integrada a uma rotina bem definida, com objetivos claros e diálogo constante, torna-se uma poderosa aliada no desenvolvimento acadêmico e pessoal.

Para especialistas em educação socioemocional, o retorno às aulas é também uma oportunidade de ensinar habilidades como organização, responsabilidade, foco e autonomia, competências que caminham lado a lado com o uso consciente da tecnologia.

Um novo ano letivo, um novo pacto entre escola, família e tecnologia

A volta às aulas de 2026 acontece em um contexto em que o digital já é parte inseparável da educação. O desafio não é resistir a isso, mas construir um pacto equilibrado entre escola, família e tecnologia.

Pais mais informados, escolas mais abertas à inovação e alunos mais conscientes do seu próprio processo de aprendizagem formam a base para um uso saudável e produtivo das ferramentas digitais.

Mais do que controlar, monitorar ou bloquear, o grande convite deste novo ano letivo é educar para o uso responsável, preparando crianças e adolescentes não apenas para provas e vestibulares, mas para a vida em uma sociedade cada vez mais conectada.


A tecnologia pode ser uma valiosa aliada para todos nós, desde que seja utilizada de maneira equilibrada e segura, garantindo que todos nós tenhamos acesso seguro e informações confiáveis.

Compartilhe com a gente as suas experiências, ou se precisar esclarecer alguma dúvida entre em contato, será uma satisfação para nós poder te ajudar de alguma forma. Fique sempre ligado no Folha Digital.

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Jackson Galvani

Empresário no mercado de tecnologia, eleito um dos melhores Gerentes de TI do Brasil, é fundador da ExpoTI, Palestrante, Consultor e Presidente do HDI-Brasil no ES.

Empresário no mercado de tecnologia, eleito um dos melhores Gerentes de TI do Brasil, é fundador da ExpoTI, Palestrante, Consultor e Presidente do HDI-Brasil no ES.