Chuva no ES: 142 pessoas estão fora de casa; veja a lista das cidades

As chuvas no Espírito Santo já deixaram 142 pessoas fora de casa e registraram acumulados superiores a 130 milímetros em 24 horas em alguns municípios, segundo balanço atualizado da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec-ES), com dados das Defesas Civis municipais (Compdec).

Ao todo, são 121 pessoas desalojadas — que precisaram deixar temporariamente suas casas e buscar abrigo com parentes ou amigos — e 21 desabrigadas, que dependem de abrigos públicos. Além disso, o Estado registra dois feridos e uma morte em decorrência das ocorrências associadas às chuvas. Não há desaparecidos.

Linhares e Sooretama, no Norte do Espírito Santo, concentram o maior número de pessoas afetadas. Em Linhares, 60 moradores estão desalojados e oito desabrigados. Já em Sooretama, são 42 desalojados e 13 desabrigados. Em Rio Bananal, duas pessoas estão desalojadas e foi confirmada uma morte, a de um menino de 10 anos.

Também há registros de desalojados em Colatina (10), Montanha (3), Venda Nova do Imigrante (2) e Irupi (2). Em Marataízes, duas pessoas ficaram feridas, segundo a Defesa Civil municipal.

Acumulados de chuva seguem elevados

Os dados mais recentes da Defesa Civil apontam que o volume de chuva segue alto em diversas regiões do Estado. Conceição da Barra lidera com 137,8 milímetros em 24 horas, seguida por São Mateus (82,6 mm), Vila Velha (79,5 mm) e Boa Esperança (78,6 mm).

Veja os acumulados:

  • Pedro Canário – 76,6 mm
  • Linhares – 74,2 mm
  • Ibitirama – 67,4 mm
  • Cariacica – 61,32 mm
  • Aracruz – 56 mm
  • Serra – 55,05 mm
  • Santa Maria de Jetibá – 53,6 mm
  • São Gabriel da Palha – 51,2 mm
  • Colatina – 50,8 mm

A persistência da chuva está associada à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que mantém o tempo instável sobre o Espírito Santo. Com o solo encharcado, o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos permanece elevado, mesmo com eventuais períodos de chuva mais fraca.

A Defesa Civil reforça que o monitoramento continua ativo em todo o Estado e orienta moradores de áreas de risco a ficarem atentos a sinais de instabilidade e a acionarem o órgão em caso de emergência.

Leiri Santana, repórter do Folha Vitória
Leiri Santana

Repórter

Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e especializada em Povos Indígenas.

Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e especializada em Povos Indígenas.