Previsão do Tempo dia de chuva
Foto: Thiago Soares/Folha Vitória

A Defesa Civil do Espírito Santo continua em alerta para risco de enchentes, inundações, alagamentos e deslizamentos em todo o território capixaba. O Estado está sob aviso de tempo severo, com previsão de acumulados expressivos de chuva, especialmente entre esta terça-feira (20) e a quarta-feira (21).

Segundo o meteorologista Mauro Bernasconi, os volumes previstos podem ultrapassar os 200 milímetros em apenas dois dias, superando a média esperada para todo o mês.

De acordo com o meteorologista, a chegada da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) cria condições muito favoráveis à ocorrência de tempestades, com calor e elevada umidade na atmosfera.

Devido à atuação da ZCAS, devemos ter chuvas torrenciais, fortes e persistentes. O maior agravante é a continuidade da chuva, que aumenta o risco de deslizamentos por conta do solo encharcado e da maior velocidade do escoamento superficial.

Mauro Bernasconi, meteorologista

Previsão de chuva intensa até sexta-feira

Em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (20), Bernasconi informou que a tendência é de diminuição da intensidade e da frequência das chuvas a partir da noite de quinta-feira (22) e da manhã de sexta-feira (23). Apesar disso, áreas do Sul do Estado e da região do Caparaó, especialmente municípios que fazem divisa com o Rio de Janeiro, ainda devem registrar chuvas intensas.

A partir de sexta, a previsão aponta para tempo mais firme na maior parte do Espírito Santo, com fim de semana de clima estável. O sol deve voltar a aparecer a partir da próxima segunda-feira, com temperaturas mais amenas.

Risco elevado de deslizamentos e desastres

O coronel Benício Ferrari Junior, da Defesa Civil Estadual, alertou que o cenário previsto para os próximos dias é diferente das chuvas registradas nesta segunda-feira (19), classificadas como típicas “chuvas de verão”. Com a atuação da ZCAS, o risco é maior e envolve tempestades mais intensas, com descargas elétricas e ventos fortes.

Há risco de deslizamento de terra, principalmente devido ao solo já encharcado. A população, sobretudo quem vive em áreas de risco, precisa se precaver.

Benício Ferrari Junior, coronel

Entre as orientações, Ferrari reforçou cuidados básicos durante tempestades: evitar áreas abertas, não se abrigar debaixo de árvores ou postes, permanecer em edificações seguras e não entrar no mar durante temporais, devido ao risco de descargas elétricas.

Os deslizamentos e desabamentos são as maiores preocupações da Defesa Civil. Segundo o coronel, moradores de áreas próximas a encostas devem ficar atentos a sinais de movimentação do solo.

Barulhos, estalos, postes ou carros inclinados, rachaduras em paredes e no terreno são sinais de risco. Ao perceber qualquer um desses indícios, a pessoa deve deixar imediatamente o local.

Benício Ferrari Junior, coronel

Aviso excepcional segue ativo

Durante a coletiva, representantes da Defesa Civil informaram que há estimativa de chuva de até 100 milímetros para todo o Estado, com risco mesmo em casos de chuva fraca, devido à umidade elevada do solo. O aviso excepcional segue válido até as 23h59 desta quarta-feira (21).

As regiões mais afetadas incluem o Oeste do Estado, o Caparaó, a Região Serrana e parte da Grande Vitória.

O alerta prevê chuvas intensas, descargas elétricas, ventos fortes e ventos costeiros. Na quinta-feira (22), o aviso permanece ativo, com possibilidade de atualizações.

Inmet emite alertas vermelho, laranja e amarelo

ES está sob alerta   (Foto: Reprodução/Inmet)
ES está sob alerta  (Foto: Reprodução/Inmet)

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu três novos alertas meteorológicos para o Espírito Santo. Os avisos incluem um alerta vermelho — o mais grave da escala — para acumulado de chuva, além de um alerta laranja e outro amarelo, ambos para chuvas intensas.

O alerta vermelho teve início à meia-noite e segue válido até o fim desta quarta-feira (21). A previsão indica volume superior a 100 milímetros de chuva por dia, com alto risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas em 72 municípios capixabas.

Cidades em alerta vermelho

  1. Afonso Cláudio
  2. Água Doce do Norte
  3. Águia Branca
  4. Alegre
  5. Alfredo Chaves
  6. Alto Rio Novo
  7. Anchieta
  8. Apiacá
  9. Aracruz
  10. Atílio Vivácqua
  11. Baixo Guandu
  12. Barra de São Francisco
  13. Boa Esperança
  14. Bom Jesus do Norte
  15. Brejetuba
  16. Cachoeiro de Itapemirim
  17. Cariacica
  18. Castelo
  19. Colatina
  20. Conceição do Castelo
  21. Divino de São Lourenço
  22. Domingos Martins
  23. Dores do Rio Preto
  24. Ecoporanga
  25. Fundão
  26. Governador Lindenberg
  27. Guaçuí
  28. Guarapari
  29. Ibatiba
  30. Ibiraçu
  31. Ibitirama
  32. Iconha
  33. Irupi
  34. Itaguaçu
  35. Itapemirim
  36. Itarana
  37. Iúna
  38. Jaguaré
  39. Jerônimo Monteiro
  40. João Neiva
  41. Laranja da Terra
  42. Linhares
  43. Mantenópolis
  44. Marechal Floriano
  45. Marilândia
  46. Mimoso do Sul
  47. Muniz Freire
  48. Muqui
  49. Nova Venécia
  50. Pancas
  51. Pinheiros
  52. Ponto Belo
  53. Presidente Kennedy
  54. Rio Bananal
  55. Rio Novo do Sul
  56. Santa Leopoldina
  57. Santa Maria de Jetibá
  58. Santa Teresa
  59. São Domingos do Norte
  60. São Gabriel da Palha
  61. São José do Calçado
  62. São Mateus
  63. São Roque do Canaã
  64. Serra
  65. Sooretama
  66. Vargem Alta
  67. Venda Nova do Imigrante
  68. Viana
  69. Vila Pavão
  70. Vila Valério
  71. Vila Velha
  72. Vitória

Alerta laranja

O alerta laranja, considerado o segundo nível mais elevado de risco, é válido para 77 municípios do Estado — com exceção de Pedro Canário — também até o fim desta terça-feira.

Para essas localidades, a previsão é de chuva de até 100 milímetros por dia, acompanhada de ventos que podem variar entre 60 e 100 km/h. Há risco de alagamentos.

Alerta amarelo

Já o alerta amarelo começou à meia-noite desta terça-feira e segue até as 23h59 de domingo (25). O aviso abrange todo o Espírito Santo e indica chuva de até 50 milímetros por dia, com ventos de até 60 km/h. O risco de alagamentos, neste caso, é considerado baixo.

Leiri Santana, repórter do Folha Vitória
Leiri Santana

Repórter

Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e especializada em Povos Indígenas.

Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e especializada em Povos Indígenas.