Obras de controle ambiental da Vale devem criar 2,9 mil empregos no ano que vem no ES

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Obras de controle ambiental da Vale devem criar 2,9 mil empregos no ano que vem no ES

Entre as grandes obras previstas pela mineradora para 2021, está a instalação de novas wind fences, fechamentos de áreas de transporte e armazenamento de minério e mais canhões de névoa

Foto: Divulgação / Vale

Cerca de 2,9 mil postos de trabalho devem ser criados, no ano que vem, para a realização das obras de controle ambiental da Vale, previstas no Plano Diretor Ambiental (PDA) da mineradora para reduzir a emissão de poeira na Unidade Tubarão, em Vitória. A estimativa é da própria empresa, que já assinou R$ 590 milhões em contratos para a viabilização das obras. Em 2020, cerca de 1,8 mil pessoas atuaram no pico das obras da Unidade Tubarão.

De acordo com a Vale, haverá oportunidades para profissionais diversos, como oficial polivalente, armador, carpinteiro, mestre de obras, encarregado, eletricista, mecânico, soldador, montador de andaime e encanador industrial. Esses profissionais serão contratados pelas empresas responsáveis pelas obras ao longo do ano.

Entre as grandes obras previstas pela mineradora para 2021, está a instalação de novas wind fences (barreiras de vento), fechamentos de áreas de transporte e armazenamento de minério e mais canhões de névoa.

De acordo com a Vale, serão instaladas quatro novas wind fences, reduzindo a velocidade do vento, com extensão de 6 quilômetros de telas. As novas estruturas serão instaladas nos pátios de finos das Usinas 1 a 4, das Usinas 5 a 7 e da Usina 8 e no pátio denominado Mercado Interno, que estoca material temporariamente. Essas estruturas vão se juntar às seis já existentes em Tubarão, totalizando 10 pátios cercados com 16 km de extensão. O início das obras está previsto para o segundo trimestre de 2021, com entrega em dezembro de 2023.

Nos pátios de pelotas das Usinas 5 a 7 e da Usina 8, começam as ser instalados, no próximo ano, mais canhões de névoa, iguais aos já instalados no pátio de pelotas das Usinas 1 a 4. Os canhões lançam microbolhas de água sobre as pilhas de pelotas, formando uma espécie de neblina. As microbolhas se juntam às partículas em suspensão, retirando-as do ar, aumentando a eficiência do sistema de controle ambiental já existente, composto por wind fence e supressor de pó. Serão, ao todo, 11 novos canhões nesses dois pátios, sendo seis no pátio das Usinas 5 a 7 e cinco no pátio da Usina 8, com previsão de início no quarto trimestre de 2021 e conclusão prevista em dezembro de 2023.

O fechamento de grandes áreas de movimentação de minério também terá início em 2021. A principal correia transportadora da rota de embarque responsável pela alimentação dos píeres I e II, por onde são exportados todo o minério e pelotas de Tubarão, será fechada a partir do primeiro semestre. O fechamento da área de estocagem temporária da Usina 8 teve início em agosto deste ano e deve ser concluído até o final de 2021. O galpão terá 57 metros de comprimento, 66 de largura e altura de 28 metros, com 3,8 mil m² de área coberta.

"Em 2020, avançamos nos projetos de engenharia para viabilizar essas obras numa escala tão grande. A partir do próximo ano, as obras começam a ficar visíveis para que possamos alcançar a meta estimada para 2023, de reduzir as emissões difusas de poeira em até 93% em relação a 2010", destaca o gerente do Plano Diretor Ambiental, Maurício Cretella.

De acordo com a Vale, essas e outras intervenções previstas atendem às recomendações do Plano de Metas da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, inseridas no novo Termo de Compromisso Ambiental, focadas em tratar as fontes de emissões difusas provenientes da movimentação de produtos em pátios, correias transportadoras, píeres e usinas.

Obras em 2020

Em 2020, conforme previsto no PDA, foi realizada a ampliação da Rede Automática de Monitoramento de Poeira (Ramp), que ganhou 16 novas estações, totalizando 53 instaladas na Unidade Tubarão.

As estações são sensores instalados em torres distribuídas em locais com potencial de emissão de poeira difusa. Os instrumentos de medição identificam a concentração de partículas e a velocidade do vento e transmitem os dados em tempo real para um software que interpreta e integra as informações, que são enviadas para o Centro de Controle Ambiental da Vale, onde toda a operação e controles ambientais são acompanhados 24 horas por dia.

As novas estações de monitoramento funcionam por meio de painel solar, o que permitiu ampliar a cobertura na área operacional em locais que não possuem cabeamento elétrico. O sistema da Ramp, considerado inédito, foi submetido à avaliação da Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (COPPETEC), da Universidade federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O relatório validou a metodologia e tecnologias adotadas e recomendou a ampliação do sistema, conforme realizado.

Também este ano, a Vale concluiu a construção de três novas estruturas de reserva e tratamento de efluentes na Unidade Tubarão, como parte de seu Plano Diretor Ambiental. Com isso, a empresa ampliou sua capacidade de armazenamento de 60 milhões para 125 milhões de litros de água, o que equivale a 50 piscinas olímpicas. As estruturas armazenam água de chuva e efluentes que poderão ser reutilizados no processo produtivo.

Seguindo seu planejamento, até 2023, a Vale vai investir em ações para ampliar a capacidade dos sistemas de reserva e de tratamento de efluentes, aumentar o reúso e desenvolver fontes alternativas de captação de água.