
Mais da metade das pessoas que morreram em acidentes de trânsito na BR-101, em 2025, não utilizava o cinto de segurança, segundo levantamento divulgado na sexta-feira (16) pela Ecovias Capixaba. Dos 129 óbitos registrados ao longo do ano, 53% das vítimas estavam sem o equipamento no momento da colisão. Foram registrados mais de 4 mil acidentes na rodovia.
O estudo aponta que a ausência do cinto está diretamente associada ao aumento da gravidade das lesões, inclusive em ocorrências a baixas velocidades, como 40 km/h. Dados técnicos indicam que o uso correto do dispositivo reduz significativamente o risco de morte em impactos frontais e laterais.
Uso do cinto é rotina para motoristas profissionais
Motorista de aplicativo há cerca de um ano, Rafael José da Silva afirma que o uso do cinto de segurança faz parte da rotina desde o momento em que entra no veículo. Segundo ele, a preocupação vai além da proteção individual e inclui também os passageiros.
“Entrou no carro, coloca o cinto e dá a partida. É uma preocupação constante, porque um acidente pode acontecer a qualquer momento”, relata. Ele afirma ainda que precisa reforçar com frequência a orientação aos passageiros durante as viagens.
Acidentes ocorrem principalmente à noite e às sextas-feiras
De acordo com o levantamento da concessionária, a maior parte dos acidentes fatais ocorreu às sextas-feiras, com predominância no período noturno. Entre as vítimas, motociclistas e ocupantes de carros e caminhões representam, cada um, 40% dos óbitos, evidenciando que o risco não se restringe a um único tipo de veículo.
O especialista em trânsito Greg Repsold destaca que o trânsito é um ambiente coletivo e imprevisível, no qual a atenção individual não elimina completamente o risco de colisões.
A gente tem que levar em consideração que, se mais da metade dos acidentes foram de pessoas sem cinto, provavelmente a grande maioria desses 53% poderia ter evitado a morte se a pessoa estivesse com cinto. Estudos já indicam que, até mesmo em velocidades baixas, como 40 km/h, um acidente sem cinto pode ser fatal.”
Greg Repsold, especialista em trânsito
Cinto de segurança reduz risco de morte no trânsito
Estudos técnicos já demonstram que a utilização do cinto é um dos fatores mais eficazes na redução de mortes e ferimentos graves no trânsito. Mesmo em deslocamentos curtos, o equipamento é considerado indispensável.
A orientação das autoridades e de concessionárias que administram rodovias é clara: o uso do cinto de segurança deve ser mantido em todas as viagens, independentemente da distância percorrida ou da experiência do condutor.
*Com informações da repórter Gabriela Valdetaro, da TV Vitória/Record