
O Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES) passou a utilizar scanners automotivos e um equipamento de raio-X para identificar veículos com adulterações, restrições por furto ou roubo e irregularidades no chassi.
Os dispositivos serão empregados em blitz e ações de fiscalização em todo o Estado, além de vistorias especializadas.
Ao todo, foram adquiridos cinco scanners automotivos e um equipamento de raio-X, capazes de realizar a leitura detalhada dos componentes do veículo em poucos minutos.
O diretor-geral do Detran-ES, Givaldo Vieira, explicou que os scanners se conectam à parte eletrônica do veículo e captam toda a informação dos componentes. Já o raio-X vai identificar adulteração no chassi, mesmo quando as modificações não são visíveis externamente.
Segundo o Detran-ES, os equipamentos serão utilizados principalmente durante blitz de trânsito, ampliando a capacidade de fiscalização em campo. O raio-X também será empregado nas vistorias da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos.
Durante uma fiscalização em Vitória, o empresário do setor automotivo Josias Cabrini relatou que é comum consumidores adquirirem veículos adulterados sem ter conhecimento da irregularidade.
Esse trabalho que o Detran está fazendo é muito importante tanto para nós que somos vendedores de veículos, como para o próprio cliente, que está comprando veículo”.
Josias Cabrini, empresário
De acordo com dados do Detran, cerca de 5.300 veículos foram furtados ou roubados no Espírito Santo ao longo do ano passado. Desse total, cerca de 2 mil ainda não foram recuperados.
A expectativa é que o uso dos novos equipamentos contribua para reduzir a circulação de veículos adulterados, dificultar a atuação de criminosos e ampliar a recuperação de automóveis com registro de furto ou roubo.
Hoje, com esse equipamento eletrônico avançado, nós podemos identificar imediatamente o chassi que foi adulterado ou raspado. Então, vai ajudar muito a gente nas investigações policiais”.
Luiz Gustavo Ximenes, delegado.
*Com informações da repórter Patrícia Scalzer, da TV Vitória/Record
*Texto sob supervisão da editora Elisa Rangel