Max, de 43 anos, começou a usar drogas na infância e enfrentou graves consequências ao longo de sua vida, incluindo múltiplos acidentes, problemas de saúde e processos judiciais. Há 11 anos, ele superou a dependência e agora ajuda outras pessoas que lutam contra o vício, desenvolvendo projetos sociais voltados para dependentes químicos. Max destaca a importância de políticas públicas eficientes para enfrentar o desafio do vício e a necessidade de compreender a realidade do Estado.
Recentemente, a Rede Abraço e a Polícia Científica apresentaram um estudo inédito que analisou mais de 7.500 casos de mortes examinados pelo IML de Vitória entre 2013 e 2023. O estudo revelou que mais da metade das vítimas tinha substâncias psicoativas no organismo na hora da morte, com o álcool sendo a principal substância encontrada, seguido de cocaína e maconha. Além disso, 42% das mortes no trânsito estavam relacionadas ao uso de drogas ou álcool, evidenciando os riscos associados à direção sob influência de substâncias químicas.