
Uma medida cautelar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão da comercialização e do uso de um lote específico do leite condensado semidesnatado da marca La Vaquita. A decisão foi tomada após análise laboratorial indicar níveis acima do permitido de estafilococos coagulase positiva, microrganismos associados à presença da bactéria Staphylococcus aureus, capaz de provocar intoxicação alimentar.
A interdição atinge o lote 183/3 B e vale para todo o território nacional. A determinação foi publicada no Diário Oficial da União e tem como objetivo impedir que unidades potencialmente contaminadas cheguem aos consumidores. A medida é preventiva e permanece em vigor enquanto são apuradas as causas da contaminação.
A análise que embasou a decisão foi realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro. O laudo classificou o resultado como insatisfatório por ultrapassar os limites microbiológicos previstos na legislação sanitária para produtos lácteos, o que aponta possíveis falhas nos processos de fabricação ou manipulação do alimento.
DETERMINAÇÃO DA ANVISA
A suspensão está formalizada na Resolução-RE nº 405, de 30 de janeiro de 2026. O texto estabelece um prazo inicial de 90 dias para a interdição cautelar. Nesse período, a empresa responsável deve recolher o lote do mercado e apresentar uma contraprova para nova avaliação.
Segundo a resolução, o produto descumpriu critérios estabelecidos na Resolução da Diretoria Colegiada RDC nº 724/2022, que define padrões microbiológicos obrigatórios para alimentos. O descumprimento dessas normas caracteriza infração sanitária e justifica a adoção imediata de medidas restritivas.
CONTAMINAÇÃO IDENTIFICADA
A bactéria Staphylococcus aureus é comumente encontrada na pele e nas mucosas de humanos e animais. Embora nem todas as cepas sejam prejudiciais, algumas produzem toxinas que, quando ingeridas, causam intoxicação alimentar. A presença de estafilococos coagulase positiva acima dos limites legais é um indicativo direto de condições inadequadas de higiene durante a produção.
No caso de alimentos como o leite condensado, a contaminação pode ocorrer tanto na matéria-prima quanto durante o processamento industrial. Um dos principais riscos associados a essa bactéria é a resistência de suas toxinas ao calor, o que significa que o cozimento não garante a eliminação do perigo.
RISCOS À SAÚDE
A ingestão de alimentos contaminados por toxinas produzidas pela Staphylococcus aureus pode provocar intoxicação alimentar de início rápido, geralmente entre uma e seis horas após o consumo. Os sintomas mais frequentes são náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais e diarreia.
Também podem ocorrer dores de cabeça, dores musculares e alterações na pressão arterial, embora a febre não seja comum nesses casos. A recuperação costuma acontecer entre um e três dias, mas a intensidade dos sintomas pode causar desidratação, exigindo atendimento médico. Crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas apresentam maior risco de complicações.
ORIENTAÇÕES AOS CONSUMIDORES
A Anvisa orienta que consumidores verifiquem o número do lote impresso na embalagem do leite condensado semidesnatado La Vaquita. Caso seja identificado o lote 183/3 B, o produto não deve ser consumido. A recomendação é mantê-lo separado dos demais alimentos ou descartá-lo, aguardando orientações da empresa sobre recolhimento ou troca.
Para estabelecimentos comerciais, como supermercados, padarias e lanchonetes, a determinação é a retirada imediata do lote das áreas de venda e do estoque. A manutenção do produto à venda configura infração sanitária e pode resultar em penalidades aplicadas pelas vigilâncias sanitárias locais.
IMPORTÂNCIA DO CONTROLE LABORATORIAL
O caso evidencia o papel do monitoramento contínuo realizado pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. As análises fiscais fazem parte de programas de rotina que coletam amostras de alimentos em pontos de venda para verificar o cumprimento das normas de segurança.
O teste para estafilococos coagulase positiva é um procedimento padrão para avaliar a qualidade higiênico-sanitária de produtos industrializados. Quando os resultados excedem os limites legais, medidas como a interdição são adotadas para reduzir riscos antes que mais consumidores sejam expostos.
FISCALIZAÇÃO DE PRODUTOS LÁCTEOS
Produtos lácteos estão entre os mais fiscalizados devido à sua natureza perecível e ao elevado potencial de contaminação microbiológica. Interdições de lotes de leite e derivados fazem parte da rotina dos órgãos sanitários e reforçam a necessidade de controles rigorosos ao longo de toda a cadeia produtiva.
A rastreabilidade dos lotes é fundamental nesse processo, pois permite identificar rapidamente falhas e limitar o alcance de produtos irregulares, protegendo a saúde pública e preservando a confiança do consumidor.
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O azeite de oliva é um dos ingredientes mais consumidos nas casas brasileiras, associado a uma alimentação saudável e natural.
No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) emitiu um alerta sério ao proibir a venda de todos os lotes de um azeite popular, que estava sendo comercializado principalmente em plataformas online.
O produto em questão é o azeite Terra das Oliveiras, cujas origens e processos de produção são agora motivo de preocupação.
A medida, anunciada na última quinta-feira (22 de janeiro de 2026), foi publicada no Diário Oficial da União. A ANVISA tomou a decisão após constatar que a origem do azeite não pôde ser comprovada, o que coloca em risco a segurança alimentar de quem consome o produto.
Além disso, a marca não possui um histórico formal que ateste a conformidade com as normas brasileiras de segurança alimentar, o que agrava ainda mais o cenário.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou a proibição de todos os lotes de produtos saneantes fabricados pela empresa Maxx Química e Sistemas de Limpeza Ltda. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União no dia 16 de janeiro de 2026 e prevê a suspensão imediata da fabricação, distribuição, divulgação e uso dos itens.
De acordo com informações divulgadas pelo TV Foco, a medida foi adotada após a identificação de riscos à saúde dos consumidores, incluindo queimaduras na pele e reações adversas graves, especialmente no ambiente doméstico, onde o uso desses produtos é frequente.
Segundo a Anvisa, a decisão ocorreu após uma inspeção sanitária que constatou o descumprimento do Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação, estabelecido pela RDC nº 48/2013. As falhas encontradas comprometem diretamente a segurança, a qualidade e a eficácia dos saneantes produzidos pela empresa.
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