
Com a chegada do verão e o aumento da exposição solar, cresce também a busca por informações sobre qual tipo de protetor solar oferece maior proteção contra os danos causados pelos raios ultravioleta.
Creme, spray ou gel estão entre as opções mais encontradas nas prateleiras, mas a dúvida persiste entre consumidores sobre qual deles realmente protege do sol intenso e contribui para a saúde e aparência da pele. A escolha inadequada, aliada ao uso incorreto, pode comprometer a eficácia do produto e aumentar os riscos de queimaduras, envelhecimento precoce e outros danos cutâneos.
Segundo a dermatologista Carolina Marçon, a atenção não deve estar concentrada apenas na textura do produto, mas principalmente na forma de aplicação e reaplicação ao longo do dia.
“Para evitar que o produto saia pelo suor, exposição à água e outros agentes externos, é importante reaplicar a cada duas horas”, disse ela.
A especialista reforça que nenhum protetor solar mantém sua eficácia por longos períodos sem reaplicação, independentemente do fator de proteção ou da apresentação escolhida.
De acordo com o TV Foco, muitos consumidores ainda escolhem o protetor solar apenas pelo preço ou pela praticidade, sem considerar critérios essenciais como o FPS e o tipo de pele. Esse comportamento pode resultar em uma falsa sensação de proteção, especialmente durante os dias mais quentes do verão, quando a radiação solar atinge níveis mais elevados e a perda do produto pelo suor é mais frequente.
CREME, SPRAY OU GEL: DIFERENÇAS NA APLICAÇÃO
Os diferentes tipos de protetor solar disponíveis no mercado apresentam características específicas que influenciam na experiência de uso, mas não necessariamente na proteção oferecida. O protetor em creme é conhecido pela textura mais espessa e pela facilidade em visualizar a aplicação uniforme sobre a pele. Por isso, costuma ser recomendado para pessoas com pele seca ou para áreas que exigem maior cobertura.
Já o protetor solar em gel apresenta uma textura mais leve e refrescante, sendo uma opção comum para quem tem pele oleosa ou acneica. Sua rápida absorção agrada especialmente em dias quentes, mas exige atenção redobrada na quantidade aplicada, já que a transparência pode dificultar a percepção da cobertura adequada.
O spray, por sua vez, ganhou popularidade pela praticidade e rapidez na aplicação. No entanto, especialistas alertam que esse formato pode gerar falhas na cobertura se não for espalhado corretamente após a aplicação. Além disso, parte do produto pode se perder no ar, reduzindo a quantidade efetivamente aplicada na pele.
FPS COMO PRINCIPAL CRITÉRIO DE ESCOLHA
Independentemente do formato, o fator de proteção solar continua sendo o principal indicador de eficácia do produto. No mercado, é possível encontrar protetores com FPS 30, 50, 70 ou 100. A escolha deve levar em conta o tipo de pele, o tempo de exposição ao sol e o histórico individual, como casos de câncer de pele ou sensibilidade aumentada.
Peles claras e pessoas idosas, por exemplo, costumam necessitar de fatores mais altos, a partir de FPS 50. Já para exposições prolongadas, como na praia ou na piscina, o uso de FPS elevado é indispensável, sempre aliado à reaplicação frequente. O FPS indica o tempo de proteção contra os raios UVB, mas não garante proteção total ao longo do dia sem reaplicação.
EXPOSIÇÃO SOLAR E PERDA DA PROTEÇÃO
Um dos principais equívocos cometidos durante o verão é acreditar que o uso de um protetor com FPS alto elimina a necessidade de reaplicar o produto. A proteção oferecida pelo filtro solar se reduz significativamente após cerca de duas horas, especialmente em situações de suor intenso, contato com a água ou fricção com toalhas e roupas.
Na praia, o cuidado deve ser ainda maior. A exposição direta ao sol, combinada ao reflexo da areia e da água, intensifica a radiação recebida pela pele. Mesmo produtos resistentes à água perdem parte de sua eficácia com o tempo, tornando a reaplicação uma etapa indispensável da proteção solar.
PROTETOR SOLAR E ENVELHECIMENTO DA PELE
Além de prevenir queimaduras, o uso correto do protetor solar tem papel fundamental na prevenção do envelhecimento precoce da pele. A exposição contínua aos raios UVA está associada à perda de elasticidade, surgimento de manchas e linhas finas. Por isso, a aplicação diária do protetor não deve se restringir apenas a dias de praia ou piscina.
O hábito de aplicar o produto no dia a dia, mesmo em ambientes urbanos, contribui para manter a pele mais uniforme e protegida ao longo dos anos. Nesse contexto, a escolha da textura ideal pode facilitar a adesão ao uso diário, tornando o cuidado mais constante.
A IMPORTÂNCIA DA APLICAÇÃO CORRETA
Independentemente do tipo escolhido, a quantidade aplicada é determinante para a eficácia do protetor solar. Camadas muito finas reduzem significativamente a proteção indicada no rótulo. A recomendação geral é aplicar uma quantidade generosa e espalhar de maneira uniforme, cobrindo todas as áreas expostas.
O erro mais comum é negligenciar regiões como orelhas, pés, mãos e parte posterior do pescoço. Essas áreas também estão sujeitas à radiação solar intensa e devem receber a mesma atenção durante a aplicação e reaplicação do produto.
ESCOLHA CONSCIENTE EM MEIO A VARIEDADES
Com a ampla oferta de protetores solares no mercado, a decisão deve ser baseada em informação e adequação às necessidades individuais. Textura, FPS, resistência à água e tipo de pele são fatores que precisam ser analisados em conjunto. A eficácia não está associada exclusivamente ao formato, mas à combinação entre produto adequado e uso correto.
No verão, quando a exposição ao sol se intensifica, compreender essas diferenças se torna essencial para garantir proteção real à pele. Mais do que uma escolha estética ou de conveniência, o protetor solar é um item indispensável de saúde e cuidado contínuo.
QUAL O PROTETOR SOLAR IDEAL PRA MIM?
IDENTIFIQUE SEU TIPO DE PELE
- Pele oleosa ou acneica: prefira protetores em gel, gel-creme ou oil free, com toque seco e rápida absorção. Eles ajudam a controlar o brilho e evitam sensação pegajosa.
- Pele seca: protetores em creme ou loção são mais indicados, pois além de proteger, ajudam a manter a hidratação.
- Pele mista: fórmulas gel-creme equilibram hidratação e controle da oleosidade.
- Pele sensível: escolha protetores com filtros físicos ou minerais, sem fragrância e com fórmulas mais suaves.
ESCOLHA O FPS ADEQUADO
- FPS 30: indicado para exposição moderada e uso urbano diário.
- FPS 50 ou mais: ideal para pele clara, sensível, com manchas, histórico de câncer de pele ou exposição prolongada ao sol.
Quanto maior o FPS, maior a margem de proteção, mas ele não dispensa reaplicação.
CONSIDERE SUA ROTINA
- Dia a dia na cidade: protetor confortável, que você consiga reaplicar sem incômodo.
- Praia, piscina ou atividades ao ar livre: FPS alto e, se possível, resistente à água, com reaplicação a cada duas horas ou após entrar no mar ou piscina.
ATENÇÃO AO ACABAMENTO
- Se você usa maquiagem, prefira protetores que funcionem bem como base.
- Para quem transpira muito, texturas mais leves costumam aderir melhor à pele.
REAPLICAÇÃO É FUNDAMENTAL
Independentemente do tipo escolhido, nenhum protetor protege o dia inteiro. O ideal é reaplicar a cada duas horas e sempre após suor excessivo ou contato com água.
QUANDO PROCURAR UM ESPECIALISTA
Se você tem melasma, acne severa, rosácea ou histórico de problemas de pele, a orientação de um dermatologista ajuda a encontrar o produto mais adequado para sua necessidade específica.
Em resumo, o protetor ideal é aquele que protege bem, se adapta ao seu tipo de pele e que você consegue usar todos os dias. A constância faz mais diferença do que o formato.