
A Globo decidiu acelerar sua estratégia no universo digital e já definiu o retorno de uma de suas personagens mais emblemáticas para fevereiro de 2026. Odete Roitman, vilã imortalizada em “Vale Tudo”, voltará às telas em uma novela vertical derivada do remake da trama, produzida especialmente para o Globoplay.
O movimento acontece em um momento em que “Três Graças” ainda dá seus primeiros passos na TV aberta, sinalizando a força que o consumo por dispositivos móveis passou a exercer nas decisões da emissora.
A nova produção terá 65 capítulos e acompanhará Odete Roitman, interpretada por Debora Bloch, e Maria de Fátima, vivida por Bella Campos. Diferentemente de outras experiências do streaming, a novela não contará com cenas inéditas. A proposta é reaproveitar sequências já exibidas no remake de “Vale Tudo”, organizadas em um formato pensado exclusivamente para visualização vertical, ideal para o celular. A estreia está marcada para o dia 10 de fevereiro de 2026.
A iniciativa reforça uma tendência que vem sendo consolidada pela Globo nos últimos anos. O consumo rápido, fragmentado e sob demanda ganhou espaço, especialmente entre públicos mais jovens e usuários que acessam conteúdos durante deslocamentos ou intervalos curtos da rotina.
APOSTA NA FORÇA DE PERSONAGENS ICÔNICOS

Odete Roitman segue como um dos maiores símbolos da teledramaturgia brasileira. Ao trazer a personagem para um novo formato, a Globo aposta na memória afetiva do público e, ao mesmo tempo, testa sua capacidade de adaptação às linguagens contemporâneas. Maria de Fátima, outra figura central da trama, complementa o apelo da narrativa ao dialogar com temas como ambição, poder e ascensão social, que continuam atuais.
A escolha por não produzir cenas inéditas indica uma estratégia de otimização de conteúdo. Sequências já conhecidas ganham nova vida ao serem reorganizadas em episódios curtos, com ritmo mais acelerado e foco em conflitos diretos, características fundamentais das novelas verticais.
NOVELAS VERTICAIS GANHAM ESPAÇO
O Globoplay já lançou outras histórias derivadas de produções bem-sucedidas da TV aberta. Entre elas estão “Angel”, de “Verdades Secretas”, “Ramiro e Kelvin”, de “Terra e Paixão”, “Kate”, de “Vai na Fé”, e “Bibi”, de “A Força do Querer”. Em comum, todas exploram personagens que conquistaram grande engajamento do público e passaram a protagonizar narrativas próprias, adaptadas ao formato curto.
Além das derivações, a plataforma também vem investindo em conteúdos originais. No ano passado, estreou “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, estrelada por Gustavo Mioto e Maya Aniceto. O autor Ricardo Hofstetter já tem uma segunda produção em desenvolvimento para o Globoplay, enquanto Gustavo Reiz, responsável por “Fuzuê”, trabalha em quatro novos projetos voltados exclusivamente para o streaming.
EXPANSÃO TAMBÉM NAS REDES SOCIAIS
A estratégia da Globo não se limita ao Globoplay. As novelas verticais também passaram a ser disponibilizadas nas redes sociais da emissora, ampliando o alcance do conteúdo e dialogando diretamente com a lógica das plataformas digitais. A primeira experiência desse tipo foi “Tudo por uma Segunda Chance”, escrita por Rodrigo Lassance, com Daniel Rangel, Jade Picon e Debora Ozório nos papéis principais.
A presença nas redes permite que as histórias circulem em diferentes ambientes, sejam compartilhadas com facilidade e alcancem públicos que nem sempre acompanham a programação tradicional da TV aberta.
TRÊS GRAÇAS TAMBÉM GANHA DERIVAÇÃO

Mesmo recém-estreada, “Três Graças” já terá uma novela vertical derivada. Prevista para o primeiro trimestre, a nova produção será centrada nas personagens Lorena, interpretada por Alanis Guillen, e Juquinha, vivida por Gabriela Medvedovsky. Diferentemente do projeto de “Vale Tudo”, essa novelinha terá uma história inédita, mas conectada aos acontecimentos exibidos na trama das 21h.
A iniciativa evidencia como as novelas verticais passaram a ser pensadas de forma integrada às produções da TV aberta, funcionando como extensões narrativas capazes de aprofundar personagens e manter o interesse do público entre os capítulos tradicionais.
UMA NOVA ERA DA TELEDramaturgia
A boa aceitação do consumo de vídeos curtos transformou as novelas verticais em uma nova frente da dramaturgia brasileira. Inspiradas na lógica das redes sociais, essas produções apostam em episódios rápidos, conflitos bem definidos e resoluções ágeis. O modelo atende a um público que continua interessado em histórias, mas dispõe de menos tempo para acompanhar narrativas longas e lineares.
A possibilidade de assistir ao conteúdo em qualquer lugar, inclusive no trânsito ou em pausas do dia a dia, também contribui para a popularidade do formato. Além disso, o acesso sob demanda permite que o espectador escolha quando e como consumir, sem a obrigação de seguir horários fixos.
INTERAÇÃO E COMUNIDADE
O especialista em creator economy Caio Dominguez, CEO da LOI, destacou em entrevista ao Notícias da TV que esse movimento vai além de uma simples adaptação dos formatos tradicionais. Segundo ele, trata-se da criação de novas formas de comunicação com a comunidade e de interação direta com o público final, elemento central para o sucesso das plataformas digitais.
Nesse contexto, as novelas verticais funcionam não apenas como produtos audiovisuais, mas como pontos de contato entre marcas, histórias e espectadores, fortalecendo o engajamento e a sensação de proximidade.
ENTRE O CLÁSSICO E O CONTEMPORÂNEO
Ao ressuscitar Odete Roitman em um formato pensado para o celular, a Globo demonstra que aposta na combinação entre tradição e inovação. Personagens clássicos ganham novas leituras, enquanto a linguagem se adapta às transformações do consumo audiovisual.
A decisão de acelerar essa estratégia logo após a estreia de “Três Graças” indica que a emissora enxerga nas novelas verticais não apenas um complemento, mas um caminho promissor para o futuro da teledramaturgia. Entre a nostalgia de figuras icônicas e a urgência do vídeo curto, a Globo busca se manter relevante em um cenário cada vez mais fragmentado e competitivo.
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