
Um vídeo que circula nas redes sociais nos últimos dias tem provocado espanto, ironia e debate público. Nas imagens, um pastor não identificado pelo nome afirma ter presenciado casos de emagrecimento instantâneo após orações feitas por ele.
Segundo o relato, uma mulher teria perdido 23 quilos “na hora”, enquanto outra, descrita como filha de um pastor, teria emagrecido de forma imediata a ponto de a roupa quase cair durante o culto.
O trecho rapidamente viralizou e levou internautas a apelidarem o religioso de “Pastor Mounjaro”, em referência ao medicamento conhecido por auxiliar no emagrecimento. O tom das reações foi majoritariamente de deboche, com memes, comentários irônicos e comparações entre fé, ciência e métodos médicos reconhecidos para perda de peso.
RELATO QUE GEROU REPERCUSSÃO
No vídeo, o pastor afirma que a transformação corporal teria ocorrido no exato momento da oração. Ele descreve a cena dizendo que a saia da mulher precisou ser segurada para não cair e reforça que o emagrecimento teria acontecido instantaneamente. Em outro trecho, relata um episódio ocorrido em Maringá, onde afirma ter orado por uma mulher que teria perdido 23 quilos imediatamente.
Ao ser questionado no próprio discurso se o fenômeno seria espiritual, o pastor responde de forma categórica que sim. Ele também afirma nunca ter visto algo semelhante em três décadas de atuação religiosa, classificando o episódio como um milagre.
APELIDO E REPERCUSSÃO NAS REDES
A falta de identificação do pastor no vídeo não impediu que ele se tornasse um dos assuntos mais comentados do momento. O apelido “Pastor Mounjaro” foi criado por usuários das redes sociais como forma de ironizar a fala e destacar o caráter inusitado da afirmação.
Comentários satíricos, montagens e vídeos de reação dominaram plataformas digitais, ao mesmo tempo em que parte do público passou a questionar a veracidade do relato e a responsabilidade de se divulgar esse tipo de conteúdo, especialmente diante de temas sensíveis como obesidade e saúde.
ENTRE A FÉ E A REALIDADE FÍSICA
Especialistas em saúde e ciência já explicaram, em outras ocasiões, que a perda de peso envolve processos fisiológicos complexos, relacionados a metabolismo, balanço calórico, composição corporal e tempo. Não há respaldo científico para a ideia de que alguém possa eliminar dezenas de quilos instantaneamente sem qualquer intervenção física, clínica ou cirúrgica.
Ainda que experiências religiosas façam parte da vivência individual de muitas pessoas, transformações corporais dessa magnitude não ocorrem de forma imediata. Mudanças rápidas na aparência podem estar associadas a fatores como ilusão visual, postura, roupas largas ou percepção momentânea, mas não à perda real de massa corporal.
OBESIDADE E RESPONSABILIDADE NO DISCURSO
O caso também reacendeu discussões sobre a forma como a obesidade é tratada em discursos públicos. Profissionais da área de saúde destacam que a condição envolve fatores genéticos, hormonais, emocionais e sociais, e que abordagens simplistas podem reforçar estigmas ou falsas expectativas.
Ao atribuir o emagrecimento a um ato instantâneo e exclusivamente espiritual, o discurso pode gerar confusão ou frustração em pessoas que enfrentam dificuldades reais com o peso e seguem tratamentos de longo prazo.
No campo religioso, a crença em milagres faz parte da doutrina de diferentes vertentes cristãs. No entanto, líderes religiosos costumam ser cobrados por cautela ao relatar experiências extraordinárias, sobretudo quando essas narrativas alcançam grande público fora do ambiente da fé.
A viralização do vídeo mostra como conteúdos religiosos, quando levados para o ambiente digital, passam a ser interpretados, questionados e ressignificados por audiências diversas, muitas vezes sem o mesmo contexto do culto ou da pregação original.
Mais do que o episódio específico, o caso do chamado “Pastor Mounjaro” expõe a velocidade com que discursos se espalham nas redes sociais e ganham novos sentidos. Entre fé, humor e crítica, o vídeo se tornou um exemplo de como temas ligados à saúde e ao corpo humano exigem cuidado, clareza e responsabilidade, especialmente em um ambiente onde a informação circula sem filtros.
Desincha depois do Natal: rotina de 1 dia com chá para aliviar o inchaço após a ceia

Após a ceia de Natal, muitas pessoas relatam sensação de inchaço abdominal, peso no corpo e desconforto geral.
Esse quadro é comum e, na maioria dos casos, temporário.
Ele costuma estar relacionado ao consumo elevado de alimentos ricos em sódio, gorduras, açúcares e bebidas alcoólicas, além de refeições mais volumosas feitas em horários pouco habituais.
Do ponto de vista fisiológico, o organismo tende a reter mais líquidos após esse tipo de alimentação, o que pode se manifestar como barriga estufada, sensação de mãos e pés inchados e digestão mais lenta.
Em pessoas saudáveis, não se trata de um problema clínico, mas de uma resposta natural do corpo a um excesso pontual.
Especialistas em nutrição e saúde pública são unânimes ao afirmar que não há necessidade de dietas restritivas ou práticas extremas após datas comemorativas.
O que ajuda, de forma comprovada, é retomar hábitos básicos: hidratação adequada, refeições leves, movimento corporal e o uso de chás tradicionalmente associados à digestão e à eliminação de líquidos.
A seguir, uma rotina de 1 dia, simples e realista, pensada para ajudar o corpo a aliviar o inchaço após a ceia de Natal, sem promessas milagrosas ou práticas sem respaldo.
POR QUE O INCHAÇO ACONTECE APÓS A CEIA
O inchaço pós-ceia está ligado principalmente à ingestão elevada de sal, presente em carnes processadas, molhos, queijos e pratos prontos. O sódio favorece a retenção de líquidos, fazendo com que o corpo armazene mais água nos tecidos.
Além disso, o consumo de álcool pode contribuir para desidratação inicial, seguida de retenção hídrica compensatória. Açúcares e gorduras em excesso também tornam a digestão mais lenta, o que aumenta a sensação de estufamento abdominal.
Esses efeitos, no entanto, tendem a se normalizar quando o organismo volta a receber estímulos adequados.
MANHÃ: HIDRATAÇÃO COMO PRIMEIRO PASSO
O dia seguinte à ceia deve começar com hidratação.
Logo ao acordar, recomenda-se ingerir um copo grande de água. Durante o sono, o corpo permanece várias horas sem reposição hídrica, o que pode intensificar a sensação de inchaço ao despertar.
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