Foto: Divulgação
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A liquidação do Will Bank pelo Banco Central do Brasil acendeu um alerta entre clientes que mantinham dinheiro, investimentos ou produtos financeiros ativos na instituição. Entre as principais dúvidas, uma delas é direta e urgente: é possível recuperar os valores? E, se sim, como funciona o ressarcimento pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC)?

O FGC é o mecanismo oficial de proteção aos correntistas em casos de quebra ou liquidação de instituições financeiras no Brasil. No entanto, nem todo valor ou produto é automaticamente coberto, o que exige atenção redobrada para evitar informações equivocadas e falsas promessas que circulam nas redes sociais.

A seguir, entenda quem tem direito ao ressarcimento, quais valores podem ser recuperados, como funciona o processo e o que fazer para não cair em golpes neste momento delicado.

O QUE SIGNIFICA A LIQUIDAÇÃO DO WILL BANK PELO BANCO CENTRAL

A liquidação extrajudicial é uma medida adotada pelo Banco Central quando uma instituição financeira não consegue mais cumprir suas obrigações. Nesse cenário, o banco deixa de operar normalmente, contas são bloqueadas para movimentação e inicia-se um processo de apuração de ativos e passivos.

É importante destacar que a liquidação não significa automaticamente perda total do dinheiro, mas sim que os recursos passam a seguir regras específicas de recuperação, dependendo do tipo de produto contratado pelo cliente.

Nesse contexto, o FGC entra como principal instrumento de proteção para pessoas físicas e jurídicas dentro dos limites previstos em regulamento.

O QUE É O FGC E QUAL O PAPEL NESSE CASO

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de bancos, financeiras e cooperativas em situações como intervenção ou liquidação.

O FGC cobre determinados produtos financeiros até um limite máximo por CPF ou CNPJ, por instituição. Essa proteção existe justamente para reduzir o impacto de crises bancárias sobre correntistas e pequenos investidores.

No caso do Will Bank, o ressarcimento pelo FGC depende diretamente de dois fatores:
o tipo de produto mantido pelo cliente e o enquadramento desse produto nas regras de cobertura.

QUAIS PRODUTOS DO WILL BANK PODEM TER COBERTURA DO FGC

De forma geral, o FGC cobre produtos bancários tradicionais, como:

  • Saldo em conta corrente
  • Saldo em conta de pagamento, quando equiparada a conta bancária
  • CDBs emitidos pela instituição
  • RDBs e outros depósitos elegíveis

Por outro lado, não entram na cobertura do FGC produtos como:

  • Cartão de crédito
  • Limites de crédito ou empréstimos
  • Programas de pontos
  • Investimentos fora do escopo bancário tradicional

Por isso, cada cliente precisa identificar exatamente onde o dinheiro estava alocado no momento da liquidação.

QUEM TEM DIREITO AO RESSARCIMENTO

Têm direito ao ressarcimento pelo FGC os clientes que possuíam valores aplicados em produtos cobertos e devidamente registrados até a data da decretação da liquidação.

Isso vale tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas, respeitando os limites definidos pelo fundo.

É fundamental reforçar que as dívidas não são compensadas automaticamente com valores a receber, ou seja, ter empréstimos ou faturas em aberto não anula o direito ao ressarcimento de recursos cobertos.

COMO FUNCIONA O PROCESSO DE RESSARCIMENTO DO FGC

O pedido de ressarcimento não costuma exigir ação imediata do cliente logo após a liquidação. Em regra, o processo segue estas etapas:

Primeiro, o Banco Central comunica oficialmente a liquidação e informa ao FGC os dados da instituição. Em seguida, o FGC levanta a base de clientes e identifica quem tem valores elegíveis para pagamento.

Após essa etapa, os clientes são informados sobre como e quando o pagamento será feito, geralmente por canais oficiais.

Em muitos casos, o FGC indica um banco pagador ou disponibiliza uma plataforma própria para que o cliente confirme os dados e receba o valor.

É PRECISO FAZER CADASTRO OU SOLICITAÇÃO IMEDIATA?

Na maioria das situações, o cliente não precisa correr para se cadastrar por conta própria, nem fornecer dados fora dos canais oficiais. O FGC costuma divulgar orientações claras quando o processo é iniciado.

Qualquer solicitação de dados pessoais, senhas ou pagamentos antecipados deve ser encarada como tentativa de golpe.

O ideal é acompanhar apenas as comunicações do Banco Central, do FGC ou de canais oficiais amplamente divulgados.

PRAZOS: QUANDO O DINHEIRO PODE SER DEVOLVIDO

Não existe um prazo único e fixo válido para todos os casos de liquidação bancária. O tempo para ressarcimento depende da organização das informações da instituição liquidada e da complexidade dos produtos oferecidos.

Historicamente, o FGC busca iniciar os pagamentos o mais rápido possível após a consolidação dos dados, mas o cronograma oficial só é confirmado após análise técnica.

Por isso, promessas de pagamento imediato ou datas exatas divulgadas fora de canais oficiais devem ser ignoradas.

O QUE ACONTECE COM QUEM NÃO TEM COBERTURA DO FGC

Clientes que possuem valores em produtos não cobertos pelo FGC entram no processo de liquidação como credores da instituição. Nesses casos, o ressarcimento depende da venda de ativos do banco e da ordem legal de pagamento.

Esse tipo de processo costuma ser mais longo e não garante a devolução integral dos valores, motivo pelo qual a cobertura do FGC é tão relevante na escolha de instituições financeiras.

ATENÇÃO REDOBRADA CONTRA GOLPES

Momentos de crise bancária costumam ser explorados por golpistas. Mensagens em redes sociais, e-mails ou aplicativos prometendo “liberação imediata” de dinheiro são sinais claros de fraude.

O FGC e o Banco Central não solicitam senhas, não cobram taxas e não pedem depósitos para liberar ressarcimento.

A recomendação é sempre verificar informações diretamente em canais oficiais e desconfiar de qualquer abordagem individual.

O QUE O CLIENTE DO WILL BANK DEVE FAZER AGORA

A principal orientação é manter a calma e acompanhar as atualizações oficiais. Guardar comprovantes, extratos e registros de saldo também é uma medida prudente, caso seja necessário confirmar informações futuramente.

Evitar decisões precipitadas, não compartilhar dados pessoais e aguardar as instruções formais são atitudes essenciais para atravessar esse momento com segurança.

Jonathan Robert

Repórter

Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Trabalha com SEO e conteúdo desde 2020. Entre os interesses estão tecnologia, games, viagens, turismo, entretenimento e bem-estar.

Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Trabalha com SEO e conteúdo desde 2020. Entre os interesses estão tecnologia, games, viagens, turismo, entretenimento e bem-estar.