Fotos: Reprodução/Vídeo
Fotos: Reprodução/Vídeo

Com o verão chegando com tudo, os capixabas e os turistas aproveitam para curtir as praias do Espírito Santo. Mas se alguns veem as praias lotadas de banhistas, outros as veem lotadas de clientes e oportunidades. É o caso dos vendedores ambulantes.

O verão é um verdadeiro prato cheio para os trabalhadores nas praias. Milho, picolé, água de coco, queijo coalho, bebidas… diversos produtos são frequentemente procurados pelos banhistas e garantem um faturamento expressivo para os comerciantes nesta época do ano.

Vinícius é vendedor de picolé na praia e conta que, ao longo do ano, o movimento só costuma ser intenso nos finais de semana, mas no verão são todos os dias. Segundo ele, as vendas praticamente dobram nesta estação do ano.

Está muito movimentado com esse solzão, dá pra conseguir nossa diária. Dá para vender uns 200 a 250 picolés por dia, praticamente dobra. E não é só o picolé, mas o cara do milho, do queijo… todo mundo ganha dinheiro”

Vinícius, vendedor de picolé

Mesmo em meio ao calor intenso, Vinicius segue na correria pelas vendas. O segredo do trabalhador para se proteger do sol é não economizar no protetor, na hidratação e até passar gelo pode ajudar a se refrescar. Além, claro, do picolé.

Vinícius é vendedor de picolé na Praia da Guarderia. Foto: Reprodução/Vídeo

Outra forma dos banhistas fugirem do calor é uma boa hidratação e a água de coco costuma ser a opção mais procurada. Segundo Martins “da Curva”, que vende o produto na Curva da Jurema, em Vitória, o verão é um alento depois de um inverno de poucas vendas.

Em uma semana, Martins relata que o movimento aumentou, com a presença de turistas do Brasil e do exterior.

De uma semana para cá, está começando a melhorar. Os turistas estão começando a dar o ar da graça: mineiros, baianos, cariocas, paulistas, brasilienses e o pessoal do exterior. E o capixaba também está sempre com a gente”

Martins “da Curva”, vendedor de água de coco

Para quem não é muito fã da água de coco, os vendedores também oferecem outras opções. Maurício, que vende bebidas e drinks na praia, afirma que o movimento tem sido intenso neste começo de verão.

Pelo fato de ser a primeira semana do verão, nós estamos impactados, de verdade. Esse verão está sendo melhor que ano passado, que teve um pouco de tempo frio e chuva. O sol está colaborando para que venham para a praia e estamos preparados para receber todo mundo”

Maurício, vendedor de bebidas

José Vilaça, vendedor de milho verde, tem expectativas ainda mais altas para a sequência do verão em 2026. O comerciante atende há quase 10 anos na Praia da Guarderia, em Vitória, e avalia que este ano pode ser melhor que os anteriores em termos de vendas.

Para ele, o movimento em 2025 esteve um pouco abaixo do normal, mas percebeu um aumento da clientela desde o feriado do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.

Movimento já começou bom, mas a gente espera melhorar. Até o Carnaval a tendência é melhorar. Do feriado da Consciência Negra para cá, deu uma melhorada boa, porque estava feio o negócio”

José Vilaça, vendedor de milho

Os primeiros a chegar e os últimos a sair das praias

Os vendedores chegam logo cedo às praias, a tempo de organizar todo o trabalho e atender os primeiros banhistas que vão curtir a praia. Ao longo do dia, eles ainda enfrentam o calor até o pôr do sol, quando os clientes começam a deixar o local. Só então, se organizam para ir embora.

É o que faz José, que afirma ser sempre o último a deixar a praia. Enquanto tiver algum banhista na areia, ele segue no trabalho. A jornada é de 09h às 19h todos os dias.

Já Martins relata que acorda às 5h para estar com tudo pronto para as vendas a partir das 8h30 da manhã.

Meu despertador toca às 5h, saio de casa 6h30, passo no gelo às 7h para chegar na praia entre 7h30 e 8h. Até abastecer as caixas como coco, cerveja e outras bebidas e descer com tudo pronto às 8h30 ou 9h. Tudo para trazer a alegria do povo, que quer tomar um negocinho né”

Martins “da Curva”

Maurício conta que madruga ainda mais: ele e a equipe chegam na praia às 6h30 da manhã para montar a barraca de bebidas. O movimento durante o verão segue até de noite no local.

Os clientes chegam e quando veem tudo montado acham que é mil e uma maravilhas, mas a gente chega 6h30 porque tem que montar os equipamentos e fica até 19h ou 20h”

Maurício, vendedor de bebidas
Maurício e a equipe na barraca de venda de bebidas. Fotos: Reprodução/Vídeo
Enzo Bicalho, estagiário do Folha Vitória
Enzo Bicalho Assis

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Foi estagiário do Folha Vitória entre novembro de 2024 e outubro de 2025 e é repórter desde novembro de 2025.

Jornalista formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Foi estagiário do Folha Vitória entre novembro de 2024 e outubro de 2025 e é repórter desde novembro de 2025.