O foco dessa nova fase da Polícia Federal é aprofundar as suspeitas de gestão fraudulenta do banco Master. Foto: Divulgação/Policia Federal
O foco dessa nova fase da Polícia Federal é aprofundar as suspeitas de gestão fraudulenta do banco Master. Foto: Divulgação/Policia Federal

Polícia Federal apreendeu, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira suspeitas envolvendo o banco Master, diversos carros de luxo, relógios, dinheiro e uma arma. Também foi determinado o sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Um dos alvos de busca e apreensão, pela segunda vez, é o banqueiro Daniel Vorcaro. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Mais de R$ 97 mil foram apreendidos durante a operação.  Foto: Divulgação/Policia Federal

A defesa de Vorcaro afirmou que não teve acesso aos motivos dessa segunda fase da operação e, por isso, não pode se manifestar.

Com base nas informações levantadas, a PF obteve o bloqueio de R$ 5,7 bilhões dos alvos dessa operação. A suspeita de investigação é que esse valor foi desviado da contabilidade do Master, por meio de operações com os fundos, para o patrimônio pessoal de Vorcaro e pessoas ligadas a ele.

Prisão

O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso quando tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos. A irmã do banqueiro também está entre os alvos.

Em nota, a defesa de Fabiano Zettel afirmou que o empresário “tem atividades conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master” e que a viagem ao Barein se daria “em razão de viagem de negócios”. (leia a íntegra abaixo)

Segundo a PF, a prisão de Fabiano foi realizada para impedir que ele saísse do país e deve ter duração de apenas um dia. Com o objetivo de adotar outras medidas para evitar a fuga.

O foco dessa nova fase é aprofundar as suspeitas de gestão fraudulenta do banco Master. A PF apura se o banco usava fundos de investimento da Faria Lima para realizar operações financeiras fraudulentas. Por causa disso, também estão na mira dessa segunda fase esses fundos e empresários envolvidos com eles, como Nelson Tanure.

Além disso, Tanure havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal no final do ano passado sob acusação do uso de informações privilegiadas no mercado financeiro. Na ocasião, sua defesa até mesmo pediu que o caso fosse enviado ao STF por envolver uma corretora ligada ao Master.

Revólver foi encontrado no endereço de um dos alvos.  Foto: Divulgação/Policia Federal

O que diz a defesa de Daniel Vorcaro

A defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.

“Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”, diz a defesa.

O que diz a defesa de Fabiano Zettel

Em nota, a defesa de Fabiano Campos Zettel esclarece que, apesar de não ter tido acesso ao teor das investigações, está à inteira disposição das autoridades responsáveis para cooperar com quaisquer informações que estejam ao seu alcance.

“Fabiano Zettel tem atividades empresariais conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master. A busca e apreensão pessoal e a detenção temporária determinadas pelo Ministro Dias Toffoli, realizadas no aeroporto de Guarulhos, deram-se apenas em razão de viagem de negócios de seu estrito interesse, programada ao Barein, com passagem de volta emitida para o dia 06/02, e visavam evitar frustração de diligências a serem realizadas na manhã de hoje”, diz em nota.