Dez 2019
15
Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

Dez 2019
15
Ricardo Frizera
MUNDO BUSINESS

porRicardo Frizera

Para João Pedro, ter muitos seguidores não é o objetivo

Mundo Business: Muitos empreendedores, grandes e pequenos, têm estudado e aplicado o ‘Growth Hacking’. Afinal, o que significa na prática esse conceito?

João Pedro: Growth hacking é uma estratégia que consiste em testar diferentes formas de fazer marketing, vendas, lançamentos – até as que você não acredita – e manter os que entregam mais resultados. O objetivo é acelerar o crescimento do negócio. Na prática, podemos pensar em uma empresa de delivery. Ela testa 20 anúncios com cupons de desconto ou faz posts patrocinados com diferentes influenciadores digitais, mede os resultados e mantém apenas as que deram certo.

MB: Porque testar o que você não acredita?

JP: O growth hacking também passa pelo entendimento de que vivemos em bolhas. Quando vamos fazer uma campanha de marketing, a rede social que mais usamos ou o influenciador digital que mais gostamos, por exemplo, pode não ser o mesmo do meu público-alvo.

MB: Qual a maior dificuldade das pequenas empresas em acelerar o crescimento com o growth hacking?

JP: O que eu vejo é que muitas empresas de diferentes portes não tem dois elementos essenciais para fazer o Growth Hack: dados e processo. Como as operações são muitas vezes concentradas em um ou dois sócios mais ativos, eles não mapeiam processos, e tem dificuldades em crescer. As pequenas empresas devem mapear toda a sua jornada de atuação e mensurar os resultados de cada uma. Só assim é possível aplicar o growth hacking e acelerar o crescimento.

MB: Qual é o maior erro das empresas que usam o growth hacking?

JP: Métricas vaidosas. Muitas pessoas pensam que ter vários likes e seguidores é uma métrica para redes sociais. É muito melhor ter poucos seguidores engajados e interessados no seu conteúdo ou produto do que muitos seguidores desinteressados.

MB: O growth hacking é frequentemente associado com marketing digital. Você pensa que as mídias sociais estão substituindo as mídias tradicionais?

JP: A mídia tradicional ainda tem muita relevância e seu público cativo. Quando se trata de marketing e growth, não existe uma resposta única: a escolha está sempre no que entrega mais resultados, independente de ser um anúncio digital super complexo ou uma página no jornal. Existem pesquisas que mostram inclusive que propagandas na televisão melhoram os resultados do marketing nas redes sociais. Não é a toa que até Google e Facebook anunciam na TV. Apego é o que mata resultados.

MB: Qual é o impacto das plataformas de streaming como Youtube, Spotify e Netflix nas mídias tradicionais?

JP: Podcasts e plataformas como Netflix e Youtube são apenas novas roupagens da televisão e do rádio. Os hábitos não mudam: as pessoas sempre gostaram de ouvir conteúdos por áudio e assistir vídeos em telas grandes. A TV têm conteúdos que ainda são muito exclusivos, como futebol ao vivo, programas de reality show, etc.

Palavra do Especialista

Queda de juros não é o suficiente para aquecer economia

O IPCA de novembro mostou aceleração da inflação. Esta alta foi puxada por carne e energia, não afetando o  núcleo do indicador. Assim, não é possível dizer que a inflação vai continuar aumentando.

Mas, a alta do IPCA indica os riscos que estamos correndo em diminuir o diferencial de juros com os EUA, com o  mercado internacional volátil e a aceleração do crescimento doméstico.

A diminuição da Selic seria para incentivar o crescimento. Mas, essa queda tem sido um fator a mais a gerar saída de capital, elevando o dólar e pressionando a inflação doméstica (mais sensível a choques no mercado internacinal como o da carne).

Se quer acelerar o crescimento, o Banco Central deveria tentar reduzir a elevadíssima concentração bancária que é um fator importante por trás do também elevadíssimo spread bancário. Fazer com que o custo do crédito caia para as famílias, as pequenas e médias empresas, pode acelerar a atividade econômica. A simples queda da Selic aumenta nossos riscos e reduz o retorno que os bancos pagam aos investidores em renda fixa.

Postado Agora

Startup capixaba ajuda pequenos empresários na organização financeira

A startup capixaba Bauner nasceu com o objetivo de automatizar o processo financeiro de pequenos negócios. Por meio da integração bancária, controle de cartões e relatórios gerenciais, a plataforma permite com que empreendedores agilizem o seu controle financeiro, automatizando os processos e fazendo com que os contadores desempenhem um papel mais consultivo. Para o fundador da companhia, Edval de Oliveira (foto), “os donos de pequenos negócios não realizam gestão financeira por falta de tempo. A Bauner chega pra deixar tudo mais rápido”.

Postado Agora

Brasil perde relevância em renda fixa; veja qual país assume a liderança

De acordo com o ranking mundial MoneYou, pela primeira vez a taxa de juros reais brasileira alcançou a casa de um dígito, descendo para a nona colocação no ranking dos 40 países mais relevantes do mercado de renda fixa. Nações emergentes como México, Índia e Malásia assumem as primeiras colocações. Na última posição está a Hungria, com juros reais negativos em 3% ao ano. A liderança foi do Brasil por um longo período – até abril de 2017. Nova Selic, novos tempos.

Postado Agora

Como será sua aposentadoria?

Para aqueles que não desejam depender do INSS na terceira idade, é importante pensar em poupar e investir. Vamos fazer cálculos da disponibilidade para sua aposentadoria com R$1000 iniciais e mais R$100 mensais aplicados ao longo de 40 anos. Na poupança em média 3% ao ano, você terá perto de R$99 mil. Com um investimento moderado, com uma parte em ações e fundos de investimento e outra em tesouro direto, você terá cerca de R$340 mil caso alcance 8% ao ano. No entanto, com uma carteira concentrada em ações, fundos de ações (renda variável) rentabilizando 13% ao ano, esse valor passa para R$1,4 mi.

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As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do Folha Vitória

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