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CNC vai revisar para baixo previsão de vendas no varejo

Economia

CNC vai revisar para baixo previsão de vendas no varejo

Rio - A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) pretende revisar para baixo sua projeção para o crescimento do volume de vendas no varejo em 2014. Hoje a estimativa está "ao redor" de 5,5% e deverá ser reduzida para 5% com viés de baixa, informou a economista da CNC Juliana Serapio. A mudança será motivada pela combinação entre os resultados das vendas do comércio em fevereiro e do desaquecimento do consumo apontado pela pesquisa da Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgada nesta terça-feira, 15, pela entidade.

Se confirmada a mudança, a CNC retomará a previsão inicial (5,0%), elevada em março diante do resultado das vendas do comércio em janeiro. Entre outros pontos que devem justificar a revisão, a economista da CNC menciona a queda de 7,6% nas vendas de veículos em fevereiro divulgada nesta terça divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a mais intensa desde setembro de 2012.

Juliana destaca que o elevado nível de endividamento atual, o encarecimento do crédito pela alta da taxa básica de juros (Selic, hoje em 11% ao ano) e a forte queda na intenção de consumo de bens duráveis apontada pelo ICF - de 0,1% na comparação mensal e 12,3% na anual - são indicativos de que as vendas no varejo devem seguir perdendo força.

A pesquisa divulgada hoje mostrou um recuou de 0,3% na intenção de consumo em abril ante março e de 4,1% em relação ao mês de abril de 2013. O índice caiu ao menor patamar desde agosto de 2013.

Segundo a pesquisa, o componente Nível de Consumo Atual ficou estável na comparação mensal, mas recuou 4,2% ante abril do ano passado. O índice (98,2 pontos) alcançou o menor resultado da série. Um nível abaixo de 100 pontos indica grau de insatisfação, segundo a CNC. A intenção de compras a prazo recuou 0,3% no mês e 4,9% frente ao ano anterior.

"Os juros mais altos impedem o consumidor de renovar financiamentos com juros menores e alongar o prazo das dívidas", diz Juliana. Se não enxerga mudança no panorama dos juros, a CNC acredita que do lado dos preços dos alimentos, que pesam muito a cesta do consumidor, pode haver uma trégua no segundo semestre pelas previsões climáticas.

Os componentes da ICF de abril relativos ao emprego e renda apontaram uma piora nas expectativas. "A lenta recuperação da atividade vem comprometendo a confiança em relação ao emprego e à renda", diz a CNC. A economista da entidade destaca o menor otimismo das famílias em relação ao trabalho, medido no item Perspectiva Profissional. Houve recuo de 2,3% em relação a março e de 0,6% frente ao igual mês do ano passado. Já o componente relacionado à renda recuou 0,1% na comparação mensal e 2% na anual.

"A falta de perspectiva de aumento salarial se reflete em desmotivação na perspectiva profissional. São itens correlatos e ligados ao quadro de atividade econômica", diz Juliana. Apesar disso, a CNC avalia que a manutenção das condições favoráveis do mercado de trabalho, com baixa taxa de desemprego, deverá sustentar as perspectivas das famílias em um nível favorável nos próximos meses.