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CNI:atividade na indústria da construção piora em agosto

Economia

CNI:atividade na indústria da construção piora em agosto

Brasília - O nível de atividade na indústria da construção voltou a recuar no mês de agosto e a queda no período é a mais intensa desde dezembro de 2009, quando a Confederação Nacional da Indústria (CNI) passou a realizar sondagens mensais com o setor. Da mesma forma, a redução do número de empregados nas obras no mês passado foi a maior nessa série histórica.

Em uma escala na qual valores abaixo dos 50 pontos significam redução, o nível de atividade na indústria da construção registrou 43 pontos em agosto, um desempenho ainda pior que os 44,9 pontos obtidos pelo setor em julho. No mesmo mês de 2013, o índice de atividade estava em 47 pontos. A situação é mais grave entre as grandes empresas, cujo indicador no mês passado ficou em 42,3 pontos.

O resultado reflete outro indicador medido pela CNI, que compara o desempenho do setor com o movimento usual para o período. Em agosto, o índice ficou em 41,4 pontos, significando que a produção na construção civil está muito aquém da média registrada no oitavo mês de anos anteriores. Da mesma forma, a utilização da capacidade instalada (UCI) no setor caiu de 69% para 67% no mês passado.

A sondagem mostra ainda que o fraco desempenho da indústria da construção continua cortando postos de trabalho no setor. Novamente na escala na qual valores inferiores a 50 pontos significam redução na quantidade de trabalhadores, o indicador de agosto recuou para 43,5 pontos. Ou seja, a diminuição de empregados no mês passado foi superior à de julho, quando o índice ficou em 44,2 pontos.

Com tantos dados negativos em agosto, o pessimismo do empresariado do setor ficou ainda mais disseminado em setembro. De acordo com a sondagem da CNI, as expectativas para o nível de atividade, contratação de novos empreendimentos e serviços, compra de matérias-primas e contratação de funcionários ficaram ainda piores do que as registradas no mês anterior.

Apenas as pequenas firmas mantêm-se otimistas em relação aos quatro quesitos avaliados, enquanto as grandes empresas são as que esperam um pior cenário nos meses à frente. A sondagem foi realizada entre os dias 1 e 10 de setembro, com 604 empresas, das quais são 202 pequenas, 257 são médias e 145 são de grande porte.