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Bancários capixabas rejeitam proposta e anunciam greve na próxima semana

Economia

Bancários capixabas rejeitam proposta e anunciam greve na próxima semana

Percentual de reajuste 3% abaixo da inflação é, segundo o representante da categoria, “mais uma provocação do que uma proposta. Reivindicações de benefícios também não foram contempladas

Greve terá início na próxima terça-feira (06), por tempo indeterminado Foto: Divulgação

Em uma assembleia geral realizada no fim da noite desta quinta-feira (1º), os bancários capixabas decidiram iniciar, na próxima terça-feira (06), uma paralisação por tempo indeterminado. A greve foi definida após análise da proposta ofertada pela Federação Nacional dos Bancos, que propôs um reajuste de 6,5%, mais abono de R$ 3 mil.

O percentual de reajuste também seria aplicado aos benefícios, como vale alimentação, vale refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá. “Esse índice está 3% abaixo da inflação prevista para o período de agosto de 2015 a agosto de 2016. É mais uma provocação do que uma proposta”, afirmou o representante do Sindibancários/ES no Comando Nacional dos Bancários, Idelmar Casagrande.

De acordo com os bancários, a proposta apresentada pela Fenaban também não contempla as reivindicações de saúde e condições de trabalho, emprego, segurança e igualdade de oportunidades. “Nossa pauta não é só econômica, temos outras reivindicações e nenhuma delas foi contemplada pela Fenaban, o que torna essa proposta inaceitável”, ressalta Casagrande.

Confira abaixo a íntegra da proposta rejeitada pelos bancários e as reivindicações da categoria: 

Proposta dos bancos

Reajuste de 6,5% (representa perda de 2,8% para os bancários em relação à inflação de 9,57%).
Abono de R$ 3.000,00 (parcela única, não incorporado aos salários).
Piso portaria após 90 dias – R$ 1.467,17.
Piso escritório após 90 dias – R$ 2.104,55.
Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.842,96 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).
PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 2.153,21, limitado a R$ 11.550,90. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.411,97.
PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.306,41.
Antecipação da PLR – Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 02/03/2017. Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.291,92, limitado a R$ 6.930,54 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro. Parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016, limitado a R$ 2.153,21.
Auxílio-refeição – R$ 31,57.
Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 523,48.
Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 420,36.
Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 359,61.
Vale-Cultura R$ 50 (mantido até 31/12/2016, quando expira o benefício).
Gratificação de compensador de cheques – R$ 163,35.
Requalificação profissional – R$ 1.437,43.
Auxílio-funeral – R$ 964,50.
Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 143.825,29.
Ajuda deslocamento noturno – R$ 100,67.

Reivindicações da categoria

Reajuste salarial: 14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento)
PLR: 3 salários mais R$8.317,90
Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo)
Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês
13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).