Primeira projeção do ONS para novembro não prevê recuperação de reservatórios

Economia

Primeira projeção do ONS para novembro não prevê recuperação de reservatórios

Redação Folha Vitória

São Paulo - A primeira projeção oficial do Operador Nacional do Sistema (ONS) elétrico para o mês de novembro não traz boas notícias em termos de afluências e nível de água nos reservatórios. Mês em que tradicionalmente o volume de chuvas começa a crescer em relação aos padrões vistos no período seco, novembro não deverá apresentar expansão no volume de água armazenada na região Sudeste/Centro-Oeste, a mais importante do País em termos de reservação. O ONS acredita que, no dia 30 de novembro, os reservatórios terão o equivalente a 27,2% da capacidade. Na quinta-feira, 29, o indicador estava em 27,73%.

O não crescimento do volume de água armazenada é explicado pela previsão de afluências para o mês: a Energia Natural Afluente (ENA) em novembro deve ser equivalente a 92% da média de longo termo (MLT) para meses de novembro.

A perspectiva em relação ao submercado Nordeste, aquele que apresenta a situação mais grave neste momento, é ainda pior. O ONS prevê afluências equivalentes a 29% da média histórica para meses de novembro. Com isso, o nível de água dos reservatórios deve cair do atual patamar de 8,86% para 5,9% no final do mês.

O mesmo ocorrerá na região Norte, mas em menores proporções. A ENA de novembro deve ser equivalente a 63% da média histórica mensal, e com isso os reservatórios terminarão o mês com o equivalente a 22,8% da capacidade de armazenamento, abaixo da marca de 24,74% de quinta-feira.

A exceção fica por conta da região Sul, onde as afluências devem alcançar 168% da média histórica. Confirmada tal projeção, o nível de água dos reservatórios terminará o mês de novembro com 96,6%, praticamente estável em relação aos 96,77% de quinta.

Carga

As previsões do Informe do Programa Mensal de Operação (IPMO), o primeiro documento do ONS com dados de novembro, apontam que a carga no Sistema Interligado Nacional (SIN) atingirá 65.850 MW médios, o que representaria uma queda de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

A retração será puxada novamente pelas regiões Sudeste (-2%) e Sul (-3,5%). A carga no submercado Nordeste deve crescer 1,1%, acompanhada por uma expansão de 8,5% na região Norte.

CMO

Diante das previsões de novembro, o ONS elevou o Custo Marginal de Operação (CMO) válido entre os dias 31 de outubro e 6 de novembro para os submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul. No caso do primeiro, o valor subiu de R$ 204,17/MWh para R$ 234,60/MWh, uma variação de 14,9%. Na região Sul, o CMO foi elevado de R$ 132,81/MWh para R$ 168,18/MWh, alta de 26,6%.

No caso das regiões Nordeste e Norte, o indicador foi revisado para baixo. O preço de R$ 270,30/MWh válido entre 24 e 30 de outubro deu lugar a um preço de R$ 240,96/MWh, variação de 10,8%.

O CMO é o indicador de custo que baliza o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) do mercado spot de energia. O PLD da próxima semana deve ser divulgado ao longo desta tarde pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).