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O que fez o peru, o panetone e a rabanada se transformarem em ícones do Natal?

Economia

O que fez o peru, o panetone e a rabanada se transformarem em ícones do Natal?

As tradições vieram da Europa e dos Estados Unidos, e hoje em dia esses pratos típicos fazem parte da mesa de milhões de pessoas em todo o mundo

Natal é momento de reunir a família em volta da mesa farta, mas a origem da ceia remete a tempos anteriores a Jesus e ao Novo Testamento. O banquete no fim de dezembro já era preparado por povos pagãos em comemoração ao solstício de inverno, antes mesmo do império Romano. Com a expansão do Cristianismo e a incorporação das festas pagãs ao Natal, a ceia passou a ser um momento de comemoração para a festa natalina.

O sabor da rabanada, do peru de Natal e das lentilhas você provavelmente já conhece há tempos, mas sabe qual a origem desses pratos típicos? Confira de onde vêm algumas delícias que enfeitam nossa mesa e saciam a família na noite de Natal.

Peru

Comer peru é um hábito nascido em solo americano. Lá, o prato é tradicional no Dia de Ação de Graças Foto: Divulgação

Comer peru é um hábito que começou nos Estados Unidos. Lá, o peru é um prato tradicional do Dia de Ação de Graças, uma data muito importante para os americanos. Durante a colonização norte-americana, os índios serviam a ave para comemorar a primeira grande colheita, e assim surgiu o hábito de consumi-lo para celebrar datas importantes. A ave - que até então se chamava galinha da Índia - foi levada para a Europa e logo substituiu o cisne, o ganso e o pavão como ave oficial da ceia natalina.

Panetone

O panetone foi criado na Itália, mas várias versões são apresentadas para sua origem. Uma delas diz que no ano de 900 d.C, um padeiro de Milão chamado Tone fez um pão e misturou nele alguns ingredientes como frutas secas e nozes. O produto fez muito sucesso e ficou conhecido como pane di Tone. Outra versão traz que entre 1300 e 1400, um italiano também de Milão chamado Ughetto estava apaixonado por uma moça chamada Adalgisa e, para poder ficar junto dela, virou um empregado na padaria de seu pai. Lá ele criou um pão especial que conquistou tanto a filha quanto o pai e o homem deu a mão da Adalgisa a Ughetto. 

Lentilha

A lentilha vem de uma superstição que herdamos dos imigrantes italianos. Eles acreditavam que comer lentilha no final do ano trazia sorte. Provavelmente você já ouviu o ditado: “Lentilha no ano novo, dinheiro o ano todo”.

Rabanada

Em Portugal, esta que é uma das mais tradicionais receitas natalinas, é chamada de "fatia de mulher parida" Foto: Divulgação

O delicioso doce de Natal que faz muita gente ganhar calorias e mesmo assim ficar feliz da vida é uma tradição europeia e teria surgido como uma forma de aproveitar os restos de pão duro para não serem jogados fora. Outra curiosidade sobre a rabanada é que em Portugal ela é chamada de “fatia de mulher parida”, já que era dada a mulheres que haviam dado à luz para aumentar a produção de leite.

 

Pernil

Reza a lenda que comer pernil nas festas de fim de ano faz a vida ser empurrada para a frente, já que ele, diferente de outras aves, não cisca para trás.

Aí não é tradição, é economia mesmo! Ao contrário do que muita gente pensa, Chester não é nome de um animal, mas de uma marca criada nos anos 80 como uma alternativa mais barata ao peru. O chester vem de um cruzamento de linhagens especiais de aves e possui bastante carne.