Cirurgia Íntima

Bastou uma ex-BBB divulgar em seu canal no Youtube um diário sobre sua cirurgia íntima, que a internet já está cheia de matérias sobre o assunto! Eu mesma já respondi a algumas perguntas e resolvi compartilhar com vocês alguns pontos que precisam ser considerados antes de encarar a mesa de operação.

Mas antes de tudo, me diga com sinceridade: você sabe como é a sua vagina? Se eu te pedisse para desenhar um retrato dela no papel, você conseguiria se lembrar dos detalhes desta parte do seu corpo? Se sim, você está de parabéns! Se não, lamento dizer que você não está sozinha nessa. Muitas mulheres têm vergonha de encarar o próprio corpo. Vamos fazer um exercício? Tire a roupa e com a ajuda de um espelho de mão conheça a “cara” da sua vagina. Repare no tamanho dos pequenos e dos grandes lábios, no formato, na cor… Se familiarize com o seu corpo para poder se amar e se cuidar mais!

Bom, voltando ao assunto. Existem duas cirurgias íntimas bastante conhecidas. A ninfoplastia é a correção do tamanho dos pequenos lábios vaginais. Quando grande demais, eles podem atrapalhar o sexo, além de ser um incômodo estético para muitas mulheres. Já a vaginoplastia é aquele famoso rejuvenescimento vaginal. Muitas mulheres apresentam flacidez no canal vaginal após terem partos naturais ou mesmo pelo envelhecimento. Essa cirurgia é feita para estreitar o canal e a entrada da vagina.

Agora, vamos refletir sobre a busca destas cirurgias apenas por razões estéticas.

Rejuvenescer deve ser ótimo, né? Já ouvi casos de mulheres que fazer a cirurgia como presente para os maridos ou para melhorar a vida sexual do casal… Mas, será que esta deve ser a principal motivação de uma cirurgia íntima? Agradar outra pessoa?

Também já ouvi de outras mulheres que a ninfoplastia devolveu a elas a autoconfiança e a segurança na hora de tirar a roupa. O sexo oral, que não era feito por vergonha, agora é constante!

Sou defensora de melhorar aquilo que nos incomoda. Mas se o assunto é pudor na hora do sexo, talvez uma cirurgia não seja a primeira atitude a ser tomada… Devemos amar o nosso corpo e para isso devemos conhecê-lo. Sem tabus. Um sexólogo ou um psicólogo pode te ajudar nessa jornada do autoconhecimento. Centro cirúrgico não é local para resolver problemas de relacionamento e de aceitação própria ou pra aliviar as mágoas, não é mesmo?

Descartado qualquer fator psicológico camuflado de vontade de operar a vagina, eu não vejo nada de errado em querer conquistar uma versão melhor de si. Não é frescura!

Podemos e devemos nos amar mais sempre. Por dentro e por fora.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *