Câncer de pele aumenta em homens e preocupa especialistas

Edu Coutinho Colunista de Entretenimento

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) são registrados cerca de 180 mil novos casos da doença por ano, sendo que a maioria destes em homens O oncologista clínico Wesley Vargas Moura, sócio e médico na NEON – Núcleo Especializado em Oncologia, explica que esses dados são mais um reflexo da falta de cuidado que os homens têm com a saúde, e neste caso com a pele, já que muitos não são adeptos do uso do protetor solar no dia a dia, e ainda demoram a procurar ajuda quando percebem que há algo errado.

“A prevenção e diagnóstico precoce ainda é uma das maiores chances de cura do câncer de pele. Muitos chegam ao consultório em estágio de metástase da doença, ou seja, avançado, o que dificulta a cura total da doença, além do paciente ter que passar por diversas intervenções cirúrgicas, tratamentos diversos como a radioterapia. Sem falar que em muitos casos os tumores ainda deixam mutilações bastante expressivas no corpo”, explica ele.

 

O oncologista clínico Wesley Vargas Moura, sócio e médico na NEON – Núcleo Especializado em Oncologia, explica que esses dados são mais um reflexo da falta de cuidado que os homens. Foto divulgação.

 

Reforçando o que muitos dermatologistas já alertam, e com a chegada do verão, quando a radiação solar é ainda maior, o oncologista ressalta a importância da fotoproteção no dia a dia com a reposição do produto de forma adequada quando em exposição prolongada ao sol. “E não só passar o protetor em áreas como ombros, rosto e costas, mas lembrar das orelhas e pescoço também. Essas regiões são onde aparecem os primeiros sinais do câncer de pele nos homens”, explica.

 

Tipos de câncer de pele, fatores de risco e como prevenir

 

Por conta do crescimento anormal e desenfreado das células, são diversos tipos de câncer de pele. Os mais comuns são os chamados não-melanoma, o carcinoma basocelular (CBC), responsável por 70% dos diagnósticos, e o carcinoma epidermóide (CEC), representando 25% dos casos.  O mais grave é o de melanoma.

 

Pesquisas revelam que o câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, e que é raro casos em crianças e negros. Segundo Wesley Vargas Moura dentre os fatores de risco da doença estão: exposição prolongada ao sol, principalmente na infância e adolescência; pessoas de pele clara e sensíveis à ação dos raios solares; pessoas com histórico genético da doença ou pessoas com doenças cutâneas prévias; e principalmente pessoas que trabalham expostas ao sol com frequência como agricultores, carteiros, policiais, dentre outras profissões que passam grande parte do dia ao ar livre.

O oncologista também alerta: “O cuidado começa com a fotoproteção desde a infância e depois vem a prevenção com check up dermatológico frequente, pois a maioria dos casos são apontados pelos dermatologistas que levam a outros exames mais complexos para diagnóstico completo e preciso da doença e seu estágio”.

“Percebeu alguma alteração na pele, procure o mais rápido possível um dermatologista. Deve-se suspeitar de qualquer mudança que persista, como um aparecimento de um caroço/ nódulo, uma ferida que não cicatriza por semanas, manchas que coçam ou mesmo manchas estranhas, ferida que sangra, entre outras lesões.

 

“Fique atento, quanto antes o diagnóstico, melhores são os resultados do tratamento e cura do câncer de pele”, completa o oncologista Wesley Vargas Moura.

 

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