O café continua sendo o carro-chefe das exportações do agronegócio do Espírito Santo. Crédito: Divulgação
O café continua sendo o carro-chefe das exportações do agronegócio do Espírito Santo. Crédito: Divulgação

O Espírito Santo fechou 2025 com US$ 1,24 bilhão em exportações de café. Só em dezembro, foram 276 mil sacas enviadas ao exterior, o que gerou US$ 83 milhões em receita. No acumulado do ano, o estado embarcou 4,3 milhões de sacas, sendo 3,2 milhões de conilon, 675 mil de arábica e 425 mil de café solúvel. Os dados são do Centro de Comércio de Café de Vitória (CCCV). 

Mesmo com menos café saindo pelos portos capixabas, o resultado financeiro foi um dos maiores da história. Isso porque, apesar da queda no volume, o preço internacional do produto subiu e segurou a receita no alto.

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Em 2025, o café exportado pelo Espírito Santo teve preço médio de US$ 291 por saca. Para comparar: em 2024, o valor era de US$ 216 e, em 2023, de US$ 158. Ou seja, aumentos de 35% e 84%, respectivamente. Foi esse movimento que compensou a redução de 49% nas exportações capixabas em relação a 2024.

Para ter dimensão do que isso significa: em 2023, o estado exportou 5,2 milhões de sacas; em 2024, o recorde foi de 8,4 milhões. Mesmo assim, em 2025 a combinação de preços firmes e menor oferta manteve a receita em patamar elevado.

México assume a liderança como principal destino do café capixaba

O México virou o maior comprador do café capixaba em 2025, levando 13% do volume total exportado. Na sequência vieram Bélgica (10%), Turquia (8%), Estados Unidos (7,3%), Colômbia (7,11%), Espanha (7,07%), Itália (6%), Argentina (5,9%), Alemanha (5,3%) e Indonésia (5,2%). 

Juntos, esses dez países responderam por 75% dos embarques. Ao todo, o café do Espírito Santo chegou a 62 destinos ao redor do mundo.

Quando se observa cada tipo de café, o comportamento dos mercados muda um pouco. A Turquia liderou as compras de arábica, absorvendo praticamente metade do volume dessa variedade. Já o México se destacou como maior comprador de conilon, com 17% de participação, enquanto o solúvel capixaba teve maior saída para a Indonésia (39%) e para os Estados Unidos (34%).

Ao final do ano, o volume total exportado caiu 49% em comparação com 2024 e 18% frente a 2023. 

A retração foi puxada por uma combinação de fatores, como a menor competitividade do conilon capixaba no mercado internacional, dificuldades logísticas para o embarque de arábica e os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro, que afetaram especialmente o café solúvel produzido no estado.

Exportação de café do Brasil

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Stefany Sampaio
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Colunista

Stefany Sampaio revela o universo do agronegócio capixaba de Norte a Sul, destacando dados, histórias inspiradoras, produtores e os principais acontecimentos do setor.

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