Contorno do Mestre Álvaro: desapropriação de terras trava obras mesmo após contrato

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Contorno do Mestre Álvaro: desapropriação de terras trava obras mesmo após contrato

De acordo com o DER-ES, o trecho tem cerca de 1,5 km e fica justamente na metade da estrada a ser construída, onde seria instalado o canteiro de obras para o início das intervenções

Obras para desafogar o trânsito na Serra dependem de desapropriações Foto: TV Vitória

Mais de dois meses depois da assinatura da ordem de serviço para sua construção, as obras da nova estrada do Contorno Mestre Álvaro ainda não tiveram início. O motivo do atraso, segundo o Departamento de Estradas e Rodagens do Estado, é a desapropriação de uma das áreas necessárias para a obra.

“Existia um consenso com o proprietário, mas depois ele resolveu ingressar na justiça e agora o Estado recorreu”, informou o diretor geral do DER-ES, Enio Bergoli. 

De acordo com o DER-ES, o trecho tem cerca de 1,5 km e fica justamente na metade da estrada a ser construída. Um local estratégico, onde seria instalado o canteiro de obras para o início das intervenções. Para não atrasar a entrega do contorno, prevista para 2019, o governo pediu à justiça que as obras comecem durante as negociações com o proprietário. 

Ainda segundo Enio Bergoli, o governo espera “nas próximas semanas ter a emissão de posse para que o Estado possa, enfim, reiniciar as obras e depois discutir o valor das terras na justiça. Sem resolver essa questão da posse, não se pode dar andamento à construção da via, sob pena paralisar de novo”.

A obra, que custará R$ 290 milhões, será feita por meio de um convênio entre os governos estadual e federal. Outros R$ 25 milhões serão gastos em desapropriações. Na assinatura ordem de serviço, o governador Paulo Hartung disse que R$ 40 milhões já estavam em caixa. O contorno do Mestre Álvaro terá 19 Km e ligará, pela zona rural do município da Serra, dois pontos urbanos da BR 101.