
O cabo da Polícia Militar Mariusom Marianelli Jacintho, de 35 anos, que morreu após ter sido agredido em um posto de combustíveis, foi enterrado na manhã deste domingo (4), em Viana. Familiares, amigos e colegas de farda prestaram homenagens.
Policiais militares realizaram honrarias ao cabo, incluindo uma salva de tiros. O velório aconteceu em uma Igreja Católica de Vila Bethânia, local onde quase toda a família do PM mora. O enterro foi no cemitério do bairro.
Mariusom estava internado desde o dia 26 de dezembro, quando foi atingido na cabeça com uma barra de PVC com concreto. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada deste sábado (03).
Ismeralda, amiga da família, contou à reportagem da TV Vitória/Record, que conhecia Mariusom antes mesmo dele se tornar policial.
É muito triste, a violência está imperando, infelizmente. Ele era um menino muito bom desde pequeno, de igreja, esforçado, amoroso. Já tinha 15 anos que estava na polícia”.
Dona Ismeralda, amiga da família
Comandante chama crime de “ato covarde”
A confusão entre o PM e o suspeito do crime, Kennedy Thaumaturgo Rocha Júnior, que já foi preso, teria começado após o policial urinar em uma área do posto de gasolina. Em depoimento, Kennedy afirmou que agrediu Mariusom porque teve medo de morrer.

Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, a motivação apresentada por Kennedy não se sustenta. Ele também esteve no cemitério para o velório e falou sobre o crime, classificando o ato como “covarde”.
Foi um ato covarde e insano de um sujeito descontrolado que ceifou a vida do nosso companheiro de farda. Um indivíduo que agride com uma barra de ferro, claramente com o intuito de matar. É um momento de luto e tristeza para nossa instituição.”
Douglas Caus, comandante-geral da Polícia Militar
VEJA ENTREVISTA COM O COMANDANTE:
Mariusom trabalhava no Quartel da Polícia Militar em Maruípe, em Vitória. Ele fazia parte da corporação há 11 anos e era formado em Direito e Letras, além de ter três pós-graduações.
A capitã Ana Paula, que trabalhava diretamente com ele, falou em nome da família e fez um apelo para que as pessoas sejam mais tolerantes.
Cabo Mariusom lutou até onde pôde. Ele era uma pessoa excepcional, muito esforçado, inteligente e alegre. A família pede que as pessoas tenham mais tolerância, pensem mais antes de tomar qualquer atitude, porque isso foi um ato de selvageria e isso tudo poderia ter terminado de outra maneira.”
Capitã Ana Paula
Ela revelou que Mariusom tinha planos para 2026, inclusive se casar. Ele e a companheira fizeram um curso de noivos na mesma igreja onde o corpo foi velado. A família agradeceu à rede de apoio e às orações neste momento.
A Polícia Militar se colocou à disposição para apoio psicológico à família. O comandante-geral da PM pediu a condenação do suspeito por pena máxima ao Ministério Público.

Suspeito fugiu após o crime
O suspeito do crime, que fugiu do local após a agressão, foi preso após se apresentar na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) acompanhado de um advogado.
A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva dele, que foi decretada pela Justiça. Ele havia sido autuado por tentativa de homicídio, o que deverá ser alterado após a morte da vítima.
Imagens mostram Kennedy agredindo o militar no posto de gasolina, localizado em Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha.
Veja vídeo do crime:
O cabo teve um traumatismo craniano e a morte cerebral foi constatada na madrugada deste sábado.
*Com informações da repórter Marla Bermudes, da TV Vitória/Record