Treze anos após acidente que matou família, Justiça determina prisão de Dondoni

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Treze anos após acidente que matou família, Justiça determina prisão de Dondoni

Wagner Dondoni foi condenado a 24 anos e 11 meses de prisão em regime fechado, mas conseguiu um habeas corpus e, desde então, estava em liberdade

Foto: Reprodução

Treze anos após a morte de três pessoas da mesma família, na BR-101, em Viana, a Justiça determinou a prisão do empresário Wagner Dondoni, acusado de dirigir alcoolizado e provocar o acidente em agosto de 2008. 

O mandado de prisão, que tem validade até 15 de junho de 2041, foi expedido pelo juiz Romilton Alves Vieira Junior, da 1ª Vara Criminal de Viana.

Há três anos, Dondoni foi condenado, em júri popular, a 24 anos e 11 meses de prisão em regime fechado, mas uma série de recursos manteve o empresário em liberdade. 

Agora, no entanto, a sentença é irrecorrível e ordem de prisão, solicitada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), deve ser cumprida imediatamente. 

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O advogado Rogério Pires Thomaz, responsável pela defesa de Dondoni, disse que ficou sabendo da expedição do mandado de prisão por meio da imprensa. Segundo ele, o empresário vai se apresentar à Justiça.

"Assim que fiquei sabendo da decisão da Justiça, por meio da imprensa, comuniquei a ele. Tão logo seja confirmada a expedição desse mandado, ele se entregará espontaneamente", afirmou.

Ainda segundo Thomaz, não está descartada a possibilidade de a defesa ingressar com algum recurso, futuramente, para tentar uma nova liberação de Dondoni.

 "Embora os recursos ordinários tenham se exaurido, junto ao STJ e STF, existem outros instrumentos jurídicos que podem ser utilizados, como o habeas corpus, por exemplo. Mas isso será decidido futuramente. No momento, a intenção dele é se apresentar à Justiça", disse o advogado. 

Entenda o caso

No dia 20 de abril de 2008, uma caminhonete guiada por Wagner Dondoni colidiu com um carro dirigido pelo cabeleireiro Ronaldo Andrade, por volta das 7 horas. O acidente aconteceu na altura do quilômetro 304, da BR 101, em Viana. Ronaldo e a família seguiam para Guaçuí, no sul do Estado.

Foto: Reprodução / TV Vitória

Morreram no acidente: os filhos de Ronaldo, Rafael Scalfone Andrade, de 13 anos, e Ronald, filho caçula, de 3 anos. Maria Sueli Costa Miranda, de 29 anos, mulher de Ronaldo, ficou internada três dias, mas não resistiu.

No dia do acidente, um exame de embriaguez feito no empresário, por coleta de sangue, dez horas após o crime, comprovou que Wagner Dondoni dirigiu sob influência de álcool. Logo após o acidente, Dondoni foi detido e encaminhado ao DPJ de Cariacica, mas foi liberado após pagar fiança em pouco mais de R$ 2 mil.

No dia 24 de abril de 2008, Dondoni foi novamente preso ao depor, mas, em setembro daquele ano, foi novamente posto em liberdade.

Após ser julgado e condenado no dia 6 de novembro de 2018, o empresário ficou mais de 20 dias foragido, até se apresentar na Superintendência de Polícia Interestadual e de Capturas (Supic), em Vitória, no dia 30 daquele mês.

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