Ginecologista é preso suspeito de abusar sexualmente de pacientes em São Mateus

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Ginecologista é preso suspeito de abusar sexualmente de pacientes em São Mateus

O médico foi abordado quando saía de casa para trabalhar; ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de São Mateus

Foto: Reprodução

Um médico ginecologista de 46 anos foi preso suspeito de abusar sexualmente de pacientes durante consultas em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. 

O mandado de prisão preventiva foi cumprido na manhã de sexta-feira (6) por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM), com apoio de policiais da cidade de Jaguaré. 

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Segundo a Polícia Civil, o médico foi abordado por volta das 06h50, quando saía de casa para trabalhar. Ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória de São Mateus. 

O que diz a defesa do médico

Procurada pela equipe de reportagem do jornal online Folha Vitória, a defesa  afirmou que o médico continua preso, mas que já está trabalhando para solicitar a liberdade o quanto antes.

Segundo advogado Glauber dos Santos Silva, trata-se de inquérito policial e, até o momento, não existe qualquer denúncia em desfavor do médico por parte do Ministério Público.

"A prisão ocorreu de forma precipitada e sem qualquer fundamento legal que a justifique. Esta deu-se única e exclusivamente com base em apenas depoimentos pessoais, sem a existência de qualquer tipo de prova pericial que comprove ou justifique-a. O médico há 18 anos não possui qualquer ato na sua vida pregressa que macule a sua conduta, seja na esfera pessoal ou profissional. Afirma ainda ser inverídico as acusações a si impostas, o que será esclarecido. Importante dizer que o caso em tela trata-se apenas de Inquérito Policial e não existe nenhuma acusação formal em desfavor do acusado. Havendo a formulação de uma denúncia por parte do Ministério Público, a defesa adotará as medidas cabíveis para provar a inocência do acusado", diz a nota. 

CRM vai abrir sindicância para apuração dos fatos

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) afirmou que não recebeu denúncia formal contra o médico, mas diante da denúncia veiculada, abrirá sindicância para apurar os fatos. 

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