
Dor intensa, sensação de choque e inflamação local são alguns dos sintomas comuns ao entrar em contato com uma água-viva. Esses animais marinhos possuem, em seus tentáculos, ferrões microscópicos que liberam uma substância venenosa, responsável por causar a reação do corpo.
Os acidentes com águas-vivas são mais comuns do que se imagina, especialmente durante o verão e em praias com maior circulação desses animais. No Espírito Santo, por exemplo, segundo o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), 32 casos foram registrados em 2025.
Embora assuste, a boa notícia é que, na maioria dos casos, o tratamento para ferimento por água-viva é simples e eficaz quando feito corretamente. Confira o passo a passo indicado por um dermatologista.
O que fazer em caso de ferimento por água-viva
Segundo o dermatologista Carlos José Cardoso, o primeiro passo para tratar o ferimento começa ainda na praia, lavando o local com a água do mar. Outra opção é o uso de vinagre no local.
A primeira opção é lavar com a água do mar, mas também é possível utilizar o vinagre. Você pode pegar um copo meio a meio para jogar em cima da lesão, o que ajuda a queimação por um período assim.
Carlos José Cardoso, dermatologista
O especialista explica que quando a lesão é muito profunda, o ideal é procurar atendimento médico. De acordo com ele, nesses casos, pode ser necessário o uso de medicamentos para dor ou para alergia.
Ao chegar em casa, Cardoso indica usar compressas de água fria, que ajudam a reduzir o inchaço e a dor. “Misture um pouco de água com gelo em um saco plástico e coloque sobre o local. Isso ajuda a diminuir a sensação de queimação e anestesiar o local”, complementa.
Pode usar xixi ou esfregar areia no ferimento?
Além de saber o que usar em caso de contato com água-viva, também é importante estar atento ao que não fazer. O dermatologista alerta que crenças populares como usar cerveja, areia ou até mesmo urina no local não são indicadas.
“Também é importante destacar que a água usada deve ser a água do mar. Não pode usar água doce”, destaca.
Com o objetivo de combater as informações erradas, um grupo do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo divulgou um vídeo nas redes sociais explicando os procedimentos adequados a serem tomados após o contato com uma água-viva.
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