Imagem: Freepik
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A meia-idade muitas vezes chega de forma discreta. De um dia para o outro, o corpo parece funcionar em outro ritmo: o peso aumenta com mais facilidade, o sono fica mais fragmentado, a paciência diminui e a sensação de cansaço se torna mais frequente.

É comum ouvir que “isso é normal da idade”, mas, para muitas mulheres, esse período marca também o início de uma mudança silenciosa no metabolismo que pode aumentar o risco de diabetes tipo 2.

As variações hormonais

Durante a transição para a menopausa, o organismo passa por variações hormonais importantes. A queda do estrogênio altera a forma como o corpo utiliza a glicose, favorece o acúmulo de gordura na região abdominal e dificulta a ação da insulina.

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O resultado é que cresce o número de mulheres na faixa dos 40 aos 60 anos que apresentam pré-diabetes — e a maioria não sabe. Como quase não há sintomas, a alteração pode permanecer oculta por anos, até aparecer como diagnóstico de diabetes já estabelecido.

A importância de estar atento

Por isso, falar dessa fase não é sobre criar medo, e sim sobre oferecer consciência. A meia-idade é uma janela de oportunidade para olhar com atenção para a saúde, reconhecer os sinais e agir antes que a doença apareça. Entender o que está acontecendo com o corpo ajuda a quebrar a culpa, a evitar soluções milagrosas e a construir escolhas mais consistentes.

Cuidar do metabolismo nesse momento significa valorizar o acompanhamento médico, revisar hábitos, respeitar os limites do corpo e, ao mesmo tempo, manter o movimento e a curiosidade sobre a própria saúde.

O recado central é simples e poderoso: o corpo muda — e a forma de cuidar dele também precisa mudar. Quando a mulher se informa e participa das decisões, transforma a menopausa em um período de autocuidado, prevenção e qualidade de vida para o presente e para o futuro.

Dra. Tatiane Mascarenhas Santiago Emerich

Clínica médica

Médica pela Escola de Medicina da Santa Casa de Vitória. Residência em Clínica médica pela Santa Casa de São Paulo. Residência em cardiologia e ecocardiografia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo. Titulo de especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Título em área de atuação em Ecocaridografia pelo Departamento de Imagem Cardiovascular - SBC. Presidente da SBC ES 2020/21. Caridologista e Ecocardiografista do Centrocor e CDC. @tatianeemerich

Médica pela Escola de Medicina da Santa Casa de Vitória. Residência em Clínica médica pela Santa Casa de São Paulo. Residência em cardiologia e ecocardiografia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo. Titulo de especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Título em área de atuação em Ecocaridografia pelo Departamento de Imagem Cardiovascular - SBC. Presidente da SBC ES 2020/21. Caridologista e Ecocardiografista do Centrocor e CDC. @tatianeemerich