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Diabetes: principal causa de amputação não traumática no Brasil

Saúde

Diabetes: principal causa de amputação não traumática no Brasil

Doença pede atenção para ferimentos e infecções nos membros; Unhas encravadas e calos tendem a inflamar com mais facilidade

Larissa Agnez

Redação Folha Vitória
Foto: Divulgação
Tratamento com podólogo ajuda a prevenir e tratar unhas encravadas, que pode se tornar problemas maiores devido ao diabetes. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, o diabetes é hoje uma doença que atinge 8,9% da população brasileira. Os riscos relacionados a essa patologia são muitos e para os pés, a disfunção é a causa número um de amputações não traumáticas no país. 

Para os que sofrem com o problema, o cuidado com os membros inferiores é essencial, vendo que sintomas como a fragilização dos vasos sanguíneos enfraquecem a pele e facilitam o aparecimento de ferimentos, além da má cicatrização dessas lesões.

Segundo Cristina Lopes, coordenadora técnica da Doctor Feet, um simples machucado no pé de um diabético pode se tornar um problema grave. O motivo é a falta de sensibilidade no membro, que por não sentir dor, a pessoa acaba desenvolvendo calos de pressão, lesões na pele e nas articulações. “Essas complicações são um perigo constante e precisam de cuidados diários. Nos casos graves, a demora para cicatrização pode infeccionar o pé, levar à gangrena e, em último caso, amputação da área lesionada”.

É importante lembrar que ter a doença não significa necessariamente que ela atingirá os pés, mas é preciso atenção constante. Para ajudar na prevenção diária, Cristina destaca algumas dicas para o cuidado:

- Fazer uma minuciosa verificação nos pés diariamente, examinando se existem ferimentos, calos, edemas e áreas sensíveis;

- Usar calçados confortáveis e que protejam os pés para evitar bolhas e calos, e no caso de sapatos abertos, evitar arranhões;

- Secar bem os pés após o banho para evitar frieiras e utilizar cremes hidratantes específicos à noite para evitar ressecamento e rachaduras;

- Utilizar óleos essenciais, como melaleuca, que evitem a proliferação de fungos que causam micoses;

- Não cortar as unhas muito rentes e evitar mexer nas peles dos cantos para evitar ferimentos;

- Fazer visitas regulares ao médico e, pelo menos a cada 30 dias, ao podólogo.