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Especial Mente e Corpo: as doenças de pele são a quarta maior causa de incapacitação

ESPECIAL MENTE E CORPO

Saúde

Especial Mente e Corpo: as doenças de pele são a quarta maior causa de incapacitação

No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele é responsável por 33% de todos os diagnósticos de câncer

Thaiz Blunck

Redação Folha Vitória
Foto: Divulgação

A pele é considerada o maior órgão do corpo humano. Ela protege e desempenha funções importantes para que tudo funcione bem, mas apesar disso, muitas pessoas ainda não entenderam o seu papel. E é assim, na ausência dos cuidados necessários, que ela fica vulnerável e acaba se tornando alvo fácil para o surgimento de problemas graves. 

Atualmente, as doenças de pele representam a quarta maior causa de incapacitação em todo o planeta. A médica dermatologia da Medsênior e professora da Multivix, Luana Mulkamal, destaca os mais comuns e explica que eles podem ser causados pela exposição excessiva e desprotegida ao sol, alimentos, remédios ou até mesmo produtos de limpeza.

“Os principais problemas de pele são manchas, alergias, micose de pele e unha e o câncer de pele. No caso das manchas e do câncer de pele, a principal causa é a exposição excessiva e desprotegida ao sol. Falando em alergias, as causas podem estar relacionadas ao contato com produtos de limpeza, remédios ou alimentos.”

No caso do câncer, ela faz um alerta: no país, só neste ano, cerca de 500 mil pessoas devem ser diagnosticadas com a doença. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), ele é responsável por 33% de todos os diagnósticos de câncer e, por ano, são registrados 180 mil novos casos da doença.

“A cada ano, mais de 12, 7 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas com câncer, e 7,6 milhões de pessoas morrem vítimas da doença, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Brasil, a estimativa para este ano é que haja quase 500 mil casos novos da doença. Esses números podem ser reduzidos por meio da prevenção, com adoção de hábitos saudáveis e acompanhamento regular de um profissional da saúde.”

A médica oncologista do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon), Juliana Alvarenga, reforça que o câncer de pele é o tipo de tumor maligno mais comum entre os brasileiros. A melhor forma de prevenção, segundo ela,  é não abrir mão do protetor solar e evitar sempre a exposição excessiva ao sol.

“Os cânceres de pele são os tumores malignos mais prevalentes no Brasil. Para evitá-los, é fundamental evitar a exposição excessiva ao sol e não esquecer da proteção. Por isso, é muito importante restringir a exposição solar no período entre 10 e 16 horas, que é quando a incidência dos raios ultravioletas é mais intensa. É importante também utilizar medidas protetivas como o filtro solar (pelo menos fator 15), roupas fotoprotetoras, chapéus e óculos. É bom lembrar que a radiação ultravioleta ultrapassa vidros claros e nuvens e, portanto, deve-se manter os cuidado nos dias nublados e usar fotoproteção diariamente."

Os cuidados para evitar o câncer de pele. Ouça!

Apesar de ser mais comum a partir dos 50 anos, fatores de risco podem contribuir para o surgimento precoce dos tumores. A médica da Cecon orienta que pessoas de pele, olhos e cabelos claros e também os portadores de muitas pintas espalhadas pelo corpo, redobrem os cuidados. 

Foto: Divulgação/Cecon
"A doença pode acometer qualquer pessoas principalmente a partir dos 50 anos, porém pessoas que possuem história familiar de câncer de pele, pessoas de pele, olhos e cabelos claros, aqueles portadores de muitas pintas espalhadas pelo corpo devem ter um cuidado redobrado. É preciso ficar atento a pintas irregulares, com bordas assimétricas, mais de uma coloração, que cresceram rápido demais, que sangram ou machucados que não cicatrizam, que sangram ou coçam. A presença de algum desses sintomas deve ser o sinal de alarme para agendar uma visita ao dermatologista."

PELE NEGRA TAMBÉM PRECISA DE CUIDADOS ESPECIAIS
Diferente do que muitas pessoas pensam, a pele negra também precisa de cuidados e proteção solar. A dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD),  Eliene Perazzio, afirma que é extremamente importante o uso do filtro solar.

“A recomendação é de que o protetor seja reaplicado ao longo do dia, a cada duas horas e pelo menos 15 minutos antes de se expor ao sol. É importante lembrar que, apesar de terem uma quantidade de melanina maior, pessoas de pele negra também estão sujeitas a queimaduras, câncer de pele e outros problemas. O uso de filtro solar e de roupas e acessórios apropriados diariamente é obrigatório”, acrescentou.

RECOMENDAÇÕES DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
01- A exposição ao sol, de forma intencional e desprotegida, não deve ser considerada como fonte para a produção de vitamina D ou para a prevenção de sua deficiência;

2 - O uso de protetores solares com FPS superiores a 30 deve ser recomendado para todos os pacientes, acima de 6 meses, expostos ao sol;

3 - Não se deve realizar exposição ao sol sem o uso adequado de protetores solares; Pacientes considerados como sendo de risco para o desenvolvimento de deficiência de vitamina D devem ser monitorados por exames periódicos e podem utilizar fontes dietéticas ou suplementação vitamínica para a prevenção de deficiência de vitamina D;

4-  Por fim, a SBD entende que a política para a prevenção ao câncer de pele, por meio da fotoproteção consciente, é a medida prioritária em termos de Saúde Pública para o Brasil, particularmente na área da Dermatologia;

5 - A SBD continua a estimular a população a evitar a exposição ao sol sem a adequada proteção, especialmente no período de maior risco, entre 10h e 15h. O câncer da pele é considerado o mais comum de todo o organismo e sua incidência aumenta com a idade. Os idosos, principalmente aqueles de pele clara, que vivem ou viveram em ambientes com altos índices de radiação ultravioleta são os mais sujeitos a sofrerem deste problema. Também são considerados de maior risco os indivíduos com olhos e cabelos claro/ruivos, histórico de queimaduras solares na infância/adolescência, história pessoal/familiar de câncer da pele e presença de mais de 50 “pintas” (nevos melanocíticos).