No Estado, 60% dos casos de tuberculose estão na região metropolitana

Saúde

No Estado, 60% dos casos de tuberculose estão na região metropolitana

Secretaria de Estado da Saúde alerta para importância do diagnóstico precoce

Foto: sesa
SUS oferece tratamento gratuito para a doença. 

O Dia Mundial de Combate à Tuberculose é celebrado em 24 de março. ,A doença é infectocontagiosa transmitida por via aérea- tosse, espirro e fala-, que pode ser fatal e que progride silenciosamente. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil ocupa a 20ª posição na lista dos 30 países prioritários para a tuberculose. Por isso, e importante ficar alerta aos sintomas: Tosse persistente por mais de três semanas, cansaço e febre baixa, podem ser sinais de tuberculose.

Segundo a coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose do Espírito Santo, Ana Paula Rodrigues Costa, o serviço oferecido pelo Estado é referência neste tipo de atendimento, e a Portaria “reconhece oficialmente essa referência para pacientes com tuberculose com resistência aos medicamentos do esquema básico padronizados, casos mais complexos de difícil elucidação de diagnóstico e as microbacterioses pulmonares não causadoras de tuberculose”, disse.

Dados e sintomas

No Espírito Santo, 60% dos casos de tuberculose estão na região metropolitana. Foram identificados 1.305 novos casos da doença em 2018, com coeficiente de incidência de 32,9 casos por 100 mil habitantes e ano, 68 pessoas morreram vítimas da doença no Estado no ano passado.

Já em 2017, o número de casos foi de 1.155, correspondendo a um coeficiente de incidência de 28,8 casos por 100 mil habitantes. Também foram registradas 68 mortes por tuberculose.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontam ainda que, a cada 100 mil habitantes, pelo menos duas pessoas morrem vítimas de tuberculose no Estado.

Em 2017 o Estado registrou 76% de cura da doença, mas 9,5% dos pacientes abandonaram o tratamento. Já em 2016, 76% dos pacientes também ficaram curados da doença, mas o índice de abandono do tratamento foi maior, de 10,1%. Os dados de 2018 ainda estão sendo calculados.

A coordenadora destacou também que a doença tem um tratamento longo, com duração de aproximadamente seis meses, e deve ser feito até o final pois, em caso de abandono, ela pode evoluir para a forma mais resistente ou levar à morte.

“A população tem que se atentar que a tuberculose existe e vem causando um número alto de mortes. Por isso, é preciso imediatamente procurar as unidades de saúde quando observarem os sintomas. Além disso, é importantíssima a continuidade no tratamento, pois se o paciente o abandona, é grande o risco de a doença voltar e, ainda, se tornar resistente as drogas para o tratamento”, explica a coordenadora.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da tuberculose é feito por meio do exame Baciloscopia de Escarro. O resultado fica pronto no mesmo dia, e pode ser feito em todas as unidades de saúde do Estado.

Nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica são oferecidos o Teste Rápido Molecular para tuberculose, que identifica o bacilo em até duas horas. O teste rápido é feito com tecnologia biomolecular que além de detectar o bacilo da doença, também identifica se ele tem resistência ao medicamento Rifampicina, principal remédio e um dos quatro medicamentos usados para tratamento. Com a realização de outro exame, denominado Teste de Sensibilidade Antimicrobiana (TSA), também é possível diagnosticar a quais desses medicamentos o bacilo desenvolveu resistência.

Após o diagnóstico, o tratamento também é realizado na própria unidade de saúde, onde o paciente realiza o acompanhamento e retira os medicamentos de forma gratuita. O tratamento é feito por poliquimioterapia (uso de vários comprimidos) com antibióticos. Esses medicamentos devem ser tomados todos os dias, sem interrupção.

População privada de liberdade

O grupo de pessoas privadas de liberdade apresenta características que tornam essenciais iniciativas como esta e o apreço na questão do controle da doença. Por isso, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), tem um protocolo específico para acompanhamento e tratamento da tuberculose na população carcerária, elaborado conjuntamente com a Sesa, Sejus e centros de referência municipais no tratamento da doença. De maneira sistemática são realizadas ações de busca-ativa da doença.

Serviço
Programação - 25 anos do Ambulatório de Tuberculose do Hucam

25 de março- 08h00 
Local: Auditório Rosa Maria Paranhos – Hucam

26 de março

Local: Auditório da Polícia Federal – av. Vale do Rio Doce, São Torquato, Vila Velha.

• 8h30: Tuberculose e Tabagismo no Hospital da Polícia Militar ES

• 9h às 17h: Capacitação em TB para sistema penitenciário