Realidade virtual ajuda crianças a enfrentarem medo da agulha

Saúde

Realidade virtual ajuda crianças a enfrentarem medo da agulha

Durante os exames que exigem a perfuração as crianças participam virtualmente de histórias e aventuras

Larissa Agnez

Redação Folha Vitória
Foto: Divulgação
Com a tecnologia, a criança é transportada para um mundo encantado 360º e consegue encarar melhor o medo da agulha: Imagem Ilustrativa. 

Muitas crianças sentem medo de agulhas e não é por acaso! O incômodo da "picadinha", ver a pele ser perfurada e até mesmo o sangue na hora de realizar um exame não é um momento divertido. Porém, a medicina vem avançando e a tecnologia também, e acredite, agora é possível tornar o momento mais alegre e até mesmo divertido para as crianças, porque surgiram os óculos de realidade virtual. 

Como funciona? 

Durante exames que envolvam coleta de sangue ou injeção, a criança terá a sua frente um novo amiguinho (um cavaleiro, herói ou uma fada), que pede ajuda para salvar a princesa e seu reino das garras de um dragão. No momento em que a “picadinha” acontece, o personagem “coloca” no braço do pequeno um “poder especial”. Uma verdadeira aventura que facilita a realização dos procedimentos.

Com a tecnologia, a criança é transportada para um mundo encantado 360º e consegue encarar melhor o medo da agulha. A boa notícia é que a tecnologia já está disponível em hospitais particulares da Grande Vitória, e podem servir de incentivo para que o sistema público de saúde também adote o procedimento. 

Os óculos trazem histórias exclusivas que envolvem os pequenos e tornam o momento mais descontraído, diminuindo a tensão nos exames que precisam de acesso venoso, como coleta de sangue e ressonância e tomografia (que utilizam contraste). “A criança tensa, normalmente, leva a contração dos vasos, o que dificulta os acessos venosos e as punções. Os óculos vêm para distrair e relaxar nossos pequenos no momento de perfuração", destaca Karine Niess, gerente de Serviços Auxiliares da Unimed Vitória.

O óculos foi criado pela Unimed Vitória, por meio da cooperativa em humanização do atendimento. É um modelo testado e pode ser incorporado por outras instituições públicas e privadas.