Vacinação contra gripe ajuda a diferenciar influenza e covid-19

Saúde

Vacinação contra gripe ajuda a diferenciar influenza e covid-19

Especialista explica que população precisa superar mitos em cima do tema em momento crítico de combate a pandemia do Novo Coronavírus

Foto: Divulgação

O Brasil caminha para semanas duras de combate ao Novo Coronavírus, de acordo com o Ministério da Saúde. Além da capacidade de disseminação da covid-19 (que já atinge todos os estados brasileiros) o vírus têm sintomas similares ao da gripe e resfriados. Por isso, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe ganhou ainda mais importância para a saúde pública. A estratégia é simples: é preciso diferenciar o que é covid-19 e o que é influenza.

A primeira fase da campanha foi destinada a idosos e trabalhadores da saúde. A próxima etapa da campanha inicia 16 de abril, com o intuito de vacinar doentes crônicos, professores (rede pública e privada) e profissionais das forças de segurança. 

A fase final começa no dia 9 de maio e dará prioridade a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 55 a 59 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas com deficiências, povos indígenas, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade. Em São Paulo (estado com mais mortes pelo coronavírus) a vacinação contra gripe para as forças policiais, Polícia Militar, Polícia Civil, corpo de bombeiros, sistema prisional, polícia científica foi antecipada para o dia 30 de março.

Ao todo, a expectativa é vacinar 67,6 milhões de pessoas em todo o país, atingindo 90% de cada um dos grupos até o dia 23 de maio. 

População e os mitos da vacinação

Apesar da campanha massiva ao longo dos últimos anos, a coordenadora de enfermagem Débora Pires, relata que muitos brasileiros ainda se mostram receosos em tomar a vacina da gripe. O movimento anti vacina, aliás, gerou um impacto global no ano passado - inclusive nos Estados Unidos - e ainda reflete culturalmente em algumas regiões. No Brasil, muitos idosos, por exemplo, acreditam que a vacina leva a doença para dentro do corpo. "Muitos dizem que tomaram a vacina e acabaram tendo um resfriado ou desconforto. No entanto, as vacinas agem estimulando o sistema imunológico a produzir anticorpos, que podem combater doenças infecciosas, tornando o indivíduo imune às mesmas", explica Débora.

Velocidade é segredo da eficiência

Com os casos de coronavírus dobrando a cada pouco mais de 48 horas no Brasil, a vacinação contra a gripe precisa ser eficiente e assim o sistema de saúde público e privado poderão distinguir os casos de covid-19 e influenza de forma otimizada durante o mês de abril. "É preciso entender que quem toma a vacina agora demorará entre 10 a 15 dias para que o corpo crie memória imunológica contra os ataques da influenza. Se lá em meados de abril esse paciente tiver uma suspeita de covid-19, ficará mais fácil diagnosticá-la, já que a influenza poderá ser descartada".

Vacinação e novos hábitos

O coronavírus fez com que muitas famílias começassem a transformar hábitos importantes dentro de casa. Mas o fato é que junto com a vacinação da gripe, não é possível baixar essa guarda. A vacina contra a gripe, composta por vírus inativado, é trivalente e protege contra os três vírus que mais circularam no hemisfério sul 219: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza (H3N2). Ainda não há vacina contra a Covid-19.