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Especial Dias dos Namorados: entenda a diferença psicológica entre fetiche e fantasia

Saúde

Especial Dias dos Namorados: entenda a diferença psicológica entre fetiche e fantasia

As pessoas confundem, mas a diferença é clara. No fetiche, há dependência, na fantasia, não. Saiba mais!

Foto: Divulgação

Chegou o Dia dos Namorados e junto dele: os assuntos mais quentes e apimentados. Quando o assunto é fetiche e fantasia sexual é frequente surgir a dúvida sobre o que seria um e outro. Muitas pessoas gostam de usar a palavra “fetiche” para se referir às suas preferências em relação ao sexo, mas existe diferença entre fetiche e fantasia. 

De acordo com a médica e sexóloga Lorena Baldotto, o fetiche é um objeto de fixação. “Quem tem fetiche por alguma coisa, tem uma atração constante por determinada situação, ou uso de objetos, que só conseguem chegar ao clímax quando praticam daquela forma. Os fetichistas agem quase que como um ritual, fazendo sempre as mesmas coisas. Um exemplo são aqueles que gostam de se vestir de determinada forma e só conseguem ter satisfação com o uso desse objeto, os mais comuns são quando usam sapatos, vestidos, saias, objetos de tortura ou mesmo algumas partes do corpo como pés”, disse.

Tem gente que tem fetiche em ver seu parceiro com roupas de borracha e couro, calcinhas, botas, salto alto, chicotes e algemas. “O fetichista considera fundamental determinados objetos ou rituais para que a relação sexual seja plena para ele”, afirmou Lorena. 

Segundo a especialista, pessoas que curtem muito determinados tipos de fetiche, se não encontrarem uma pessoa que tenha as mesmas fantasias que ele(a), ou que tope entrar no ritual, tem dificuldades no relacionamento. 

O fetiche também pode ser manifestado por determinadas características físicas. “É quando nos sentimos atraídos por pessoas com determinadas características físicas que se tornam pré-requisitos para que possamos nos relacionar sexualmente com elas”, disse.

Fantasia 

Já a fantasia se trata de uma vontade, mas não necessariamente uma obrigação. As fantasias comuns são aquelas aceitas socialmente, ou seja, preferências que são vistas pela sociedade como apropriadas e até motivadas pela mídia. “Muitas pessoas têm vergonha de assumir quais são as suas. Muita gente não tem coragem de contar nem para o parceiro”, disse Lorena.

Fetiches e fantasias não são doenças! “Podem ser coisas absolutamente normais da sua sexualidade. Se não está prejudicando ninguém, está tudo bem. Porém, no caso dos fetichistas, caso a prática esteja causando dor, angustia, em você ou nas pessoas envolvidas, aí o acompanhamento psicológico deve ser considerado. Uma terapeuta sexual pode te ajudar com isso, caso contrário, pratique sua sexualidade e seja feliz”, disse a médica.

Lorena Baldotto encerra dizendo que sexo é saúde e deve ser praticado, e claro, com consciência e segurança. “Quando a relação é segura e você acha que deve compartilhar seu desejo mais íntimo com o parceiro, fale com jeitinho e viva o seu desejo. Se a atração por algo está de acordo com as normas sociais, legais e não está comprometendo suas relações pessoais não existe motivo para mantê-la guardada ou reprimida”, finalizou.