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Nove municípios do ES solicitaram o uso de medicamentos a base de cloroquina em pacientes

CORONAVÍRUS

Saúde

Nove municípios do ES solicitaram o uso de medicamentos a base de cloroquina em pacientes

Até o presente momento, não há evidências que recomendem o uso da cloroquina em pacientes com quadro leve

Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou, nesta quarta-feira (24), que até o momento, nove municípios sinalizaram oficialmente ao Governo do Espírito Santo que pretendem utilizar  medicamentos a base cloroquina para o tratamento de pacientes com o novo coronavírus.

São eles: Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Itapemirim, Iúna, Marilândia, Mimoso do Sul, Montanha, Presidente Kennedy e Rio Novo do Sul.

O Secretário de Saúde, Nésio Fernandes, garantiu que o Estado respeitará a conduta de cada administração municipal. "O Estado não vai se opor e vai respeitar a decisão dos municípios que queiram seguir as recomendações do Ministério da Saúde", disse.

No último sábado, o secretário informou uma atualização do protocolo para uso da cloroquina, descrita na Nota Técnica Covid-19 nº 42/2020, que trata sobre recomendações para tratamento farmacológico de pacientes com infecção por covid-19.

A Sesa ressaltou que o uso da cloroquina não foi suspenso pelo Estado. Por nota, a secretaria informou que a atualização do protocolo de uso foi realizada após avaliação técnica de um grupo de médicos especialistas, que revisaram um conjunto de artigos científicos e consensos de entidades médicas, ficando estabelecido o uso somente mediante avaliação médica em pacientes hospitalizados.

A Secretaria diz ainda que orienta os municípios a adotarem medidas e protocolos de tratamento baseados em evidências e com foco na segurança do paciente. "Isso inclui a publicação de um ato administrativo específico para normatizar o uso do medicamento, com as devidas orientações sobre as contraindicações, os eventos adversos, a garantia de monitoramento cardíaco quando indicado, para que, não obstante a autorização do Conselho Federal de Medicina, os profissionais médicos sejam protegidos de possíveis responsabilizações civis e criminais caso ocorram eventos adversos com o uso do medicamento", diz a nota.

Até o presente momento, não há evidências que recomendem o uso da cloroquina em pacientes com quadro leve. A prescrição deve ser realizada com esclarecimento livre e consentido por parte do paciente sobre os riscos e efeitos adversos potenciais nos enfermos.