De fibromialgia à depressão: Conheça a terapia chamada EMT

Saúde

De fibromialgia à depressão: Conheça a terapia chamada EMT

Tecnologia não-invasiva que estimula as células nervosas também é indicada para tratamento ansiedade

Foto: pexels

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED), cerca de 37% da população brasileira relata sentir dor de forma crônica. Apesar de ser considerado um desafio para a medicina, novas tecnologias vêm surgindo para melhorar a qualidade de vida desses pacientes. 

Neste cenário surge a estimulação magnética transcraniana (EMT), indicada nos pacientes portadores de dores crônicas resistentes às terapias convencionais. O médico especialista em tratamento da dor, André Félix, comenta que a técnica é aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como prática médica no Brasil. 

“A EMT tem sido amplamente utilizada no tratamento de fibromialgia, ansiedade e depressão, importante colocar que de um modo geral é uma terapia indolor e não invasiva”, destaca.

Tratamento é rápido e indolor

As sessões têm duração média de 15 a 60 minutos, sem a necessidade de anestesia, a EMT é aplicada por uma bobina eletromagnética, semelhante a um capacete, colocada sobre a cabeça do paciente.

“O equipamento transmite impulsos magnéticos para o crânio, a fim de atingir as células nervosas localizadas em regiões específicas, de acordo com o objetivo terapêutico, criando um campo magnético penetrável, sem necessidade de corte ou anestesia. Os estímulos podem aumentar ou diminuir a atividade da área atingida, dependendo da frequência dos pulsos”, explica André.

Vale destacar que durante a sessão o paciente permanece acordado, podendo voltar para casa normalmente ao final do procedimento.

“É importante notar, todavia, que o protocolo de aplicação pode variar de acordo com o tipo de doença ou dor. Isso significa que os parâmetros de estimulação, a direção e o posicionamento da bobina no crânio, assim como a intensidade do estímulo magnético e o tempo médio do tratamento são diferentes para cada paciente”, esclarece o especialista.