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Dieta recomendada pela OMS pode ajudar a reduzir o risco de câncer e diabetes

Saúde

Dieta recomendada pela OMS pode ajudar a reduzir o risco de câncer e diabetes

O foco deste tipo de dieta não é necessariamente a exclusão de alimentos mas a escolha de opções mais saudáveis e naturais

Foto: Reprodução/Pexels

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado recentemente, mostrou que a instituição vê com bons olhos um hábito alimentar adotado no norte da continente europeu. A chamada dieta nórdica ajuda a reduzir o risco de câncer, diabetes e até problemas cardiovasculares. 

O foco deste tipo de dieta não é necessariamente a exclusão de alimentos, mas sim, a escolha de opções mais saudáveis e naturais, evitando alimentos processados, ou os que são feitos à base de muita farinha, com substâncias sintéticas, tempero em excesso ou artificial, e os que contenham açúcar.

As principais recomendações são: alimentos in natura ou minimamente processados, utilização de óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades, limitação no consumo de alimentos processados ou ultraprocessados, comer regularmente e com atenção, preferir alimentar-se em lugares tranquilos e limpos e na companhia de outras pessoas, preferir os alimentos orgânicos e agroecológicos, preferir locais que façam a comida na hora. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a dieta nórdica proporciona os mesmos benefícios que a dieta mediterrânea e a endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Andressa Heimbecher, reforça o bem proporcionado pelo consumo de produtos orgânicos. “O que a gente pode trazer da dieta nórdica para a nossa realidade é que é uma dieta que eles falam que a gente tem que cozinhar mais em casa e usar menos industrializado. Pode-se usar, por exemplo, um morango orgânico, procurar ingredientes orgânicos, ingredientes com poucos aditivos químicos, a gente vai conseguir ter os benefícios, sem necessariamente ter a mesma realidade deles né?”, disse.

Adaptação

Por se tratar de uma dieta vinda da Europa, algumas das recomendações de alimentos podem ser muito caras no Brasil, mas é possível adaptar isso. A nutricionista Cristiane Coronel afirma que a pessoa pode consumir tanto as frutas vermelhas, como as frutas roxas, que também são ricas em oxidantes, como o popular açaí e abusar dos legumes, verduras, fibras e cereais.

“O consumo de fibras e cereais dessa dieta é bem livre, como aveia, centeio, cevada, ajuda bastante na saciedade e na diminuição de compulsões alimentares, como a vontade de comer doce. Então, algumas pessoas já estão procurando, já estão fazendo, pelo menos a base da dieta em si, com adequações, com cálculo da dieta bem individualizado, porque é necessário a gente fazer uma avaliação nutricional previamente”, explicou.

Para quem está procurando saídas para manter uma rotina alimentar mais saudável e longe de produtos processados, o Ministério da Saúde disponibiliza o Guia Alimentar para a população brasileira, com 10 passos simples para uma alimentação saudável, além de oferecer sugestões de refeições que respeitam as diferenças regionais e que indicam comidas e bebidas de fácil acesso para os brasileiros.