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Alerta aos pais: crianças com inchaço recorrente é sinal para Síndrome Nefrótica

Saúde

Alerta aos pais: crianças com inchaço recorrente é sinal para Síndrome Nefrótica

Primeiros sintomas se apresentam na infância e geralmente nas pernas, barriga e ao redor dos olhos

80% das crianças acometidas pela síndrome conseguem se recuperar ao longo da vida quando iniciam o tratamento nos primeiros sinais

Você sabe o que é Síndrome Nefrótica? Conhecido como um conjunto de sinais e sintomas, a síndrome aparece na infância com o inchaço comum ou progressivo por todo o corpo. Geralmente, a recorrência dos inchaços ocorrem nas pernas, barriga e ao redor dos olhos.

E de acordo com a Fundação Pró-Rim, referência nacional em tratamento e transplantes renais, é necessários que os pais fiquem em alerta com a decorrência dos sintomas. 

Segundo o médico nefropediatra, Ricardo Wendhausen, a presença do edema (inchaço) é uma das características de que os rins não estão funcionando de maneira adequada, ou seja, estão perdendo a capacidade de reter proteínas filtradas na urina. Como a quantidade de proteínas eliminadas na urina é grande, o nível de proteínas sanguíneas diminui e assim resulta no inchaço progressivo.

“Sempre que uma criança tiver um inchaço recorrente ou crescente nas pernas, barriga e na região periorbitária – ao redor dos olhos -, os familiares devem procurar o serviço médico para um diagnóstico diferencial, com base em doenças que causam esse inchaço”, explica o médico.

A identificação da síndrome é feita por exames laboratoriais, os quais se medem as proteínas séricas (sanguíneas), proteinúria 24 horas e o perfil lipídico, este que identifica irregularidades em lipídios como colesterol e triglicerídeos.

As causas da doença podem ser congênitas (raras) e/ou adquiridas por um problema de saúde secundário, por doenças infecciosas, como hepatite, AIDS, ou doenças sistêmicas, como a Lúpus. Existem casos que a doença foi transmitida geneticamente. Na infância, a síndrome se apresenta muitas vezes de forma idiopática, ou seja, por uma causa desconhecida.

Segundo o nefropediatra, é possível adotar uma série de medidas clínicas para o tratamento da síndrome nefrótica, que contribuem para a redução da proteinúria e para a melhor conservação renal do paciente. O tratamento inicial é sempre com o uso de corticoide.

O médico enfatiza que, assim como outras doenças crônicas, se não tratada pode evoluir para a perda total da função dos rins em longo prazo. “A boa notícia é que 80% das crianças acometidas pela síndrome conseguem se recuperar ao longo da vida, se iniciarem o tratamento já nos primeiros sinais”, finaliza.