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Consumo de tabaco é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão

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Saúde

Consumo de tabaco é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão

Fumantes têm risco 20 vezes maior de desenvolver tumores pulmonares. Brasil deve fechar 2018 com mais de 31 mil novos casos registrados da doença

Diga não ao cigarro. Nesta quarta-feira (29) ocorre o Dia Nacional de Combate ao Fumo. 

O dia 29 de agosto é conhecido no Brasil como o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data foi criada com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro. O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão no mundo, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. 

Além disso, o hábito de fumar aumenta as chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos de câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia.

Apesar de esses dados não serem novidade, o país ainda registra um elevado número de casos de neoplasias malignas entre a população fumante. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deverá somar 31.270 novos casos de tumores pulmonares em 2018.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a primeira maior causa de morte evitável no mundo. O cigarro também é prejudicial para quem convive com o fumante, sendo que o fumo passivo é a terceira maior causa de morte evitável. Além de possuir mais de 4.000 produtos químicos, sendo 60 deles já identificados como cancerígenos, o tabaco pode causar inúmeros outros tipos de doenças, como as cardiovasculares (infarto, angina) e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite).

A médica oncologista, Juliana Alvarenga destaca que existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermoide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes.

Juliana ressalta que o câncer de pulmão é uma doença silenciosa em suas fases iniciais. “Quando surgem os sintomas, como tosse, falta de ar e catarro com sangue, a doença já está em estágio avançado e, muitas vezes, não há mais potencial de cura. Dentre todos os tipos de câncer, o de pulmão é o que mais mata e tem perfil agressivo”, explica a oncologista.

O tratamento do câncer de pulmão se baseia em cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A indicação da cirurgia depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente.

E se eu parar de fumar?

O jornalista da TV Vitória ES / Record TV, Arleson Schneider, completa na terça-feira (28), 4 meses sem fumar cigarro e compartilha sua experiência, confira:

A oncologista Juliana Alvarenga alerta que parar de fumar é a principal forma de evitar a doença, já que qualquer contato com o cigarro é nocivo. Para isso, é importante procurar ajuda já que as substancias presentes no cigarro causam dependência, assim como ocorre com as drogas. “Existem programas na rede pública com equipes multidisciplinares que dão o suporte necessário a quem deseja largar o vício”, informa Juliana Alvarenga.

Principal fator de risco evitável de tumores pulmonares, o tabaco está presente em cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e também nos cigarros eletrônicos. E, ao contrário do que muitos usuários destes produtos acreditam, nunca é tarde demais para parar. Segundo a especialista do Cecon, os benefícios à saúde começam apenas 20 minutos após interromper o vício: a pressão arterial volta ao normal e a frequência do pulso cai aos níveis adequados, assim como a temperatura das mãos e dos pés são normalizadas.

Em 8 horas, os níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta. Passadas 24 horas, o risco de se ter um acidente cardíaco relacionado ao fumo diminui. E após apenas 48 horas, as terminações nervosas começam a se recuperar de novo e os sentidos de olfato e paladar melhoram. De duas semanas a três meses, a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

A partir de um a nove meses, os sintomas comuns em fumantes, como tosse, rouquidão, e falta de ar ficam mais tênues. Em cinco anos, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão de uma pessoa que fumou um maço de cigarros por dia diminui em pelo menos 50%. Quinze anos após parar de fumar, torna-se possível assegurar que os riscos de desenvolver câncer de pulmão se tornam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou.

Para mais informações, acesse www.eseeuparardefumar.com.br