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Esclerose Múltipla atinge 1,8% da população capixaba

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Saúde

Esclerose Múltipla atinge 1,8% da população capixaba

O mau funcionamento do intestino é uma das principais causas da doença

Exercícios físicos ajudam a combate a esclerose múltipla 

O dia 30 de agosto é marcado pelo Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. A estimativa segundo dados da Associação Capixaba de Pacientes de Esclerose Múltipla do Espírito Santo (Acapem), é que 700 pessoas são acometidas pela doença no Estado, o que indica que 1,8% da população sofre de esclerose múltipla.

No Brasil, 30 mil pessoas possuem esclerose múltipla e a principal causa da doença é a disbiose intestinal. Segundo o médico especialista, Thiago Junqueira a disbiose é o desequilíbrio da flora do intestino, que reduz a capacidade da absorção dos alimentos, deixando as pessoas mais vulneráveis a desenvolver doenças autoimunes como a esclerose múltipla.

Para evitar a disbiose o médico aconselha tomar alguns cuidados com a alimentação, principalmente pacientes com a doença. "É necessário ter uma dieta balanceada, com pouco sal, rica em omega 3. E ter acompanhamento médico com a suplementação da vitamina D. É necessário também retirar do cardápio leite e glúten", explicou o médico.

A doença

A esclerose múltipla é uma doença autoimune e que pode causar fadiga, perda de força, alterações na coordenação motora e de equilíbrio, distúrbios visuais e disfunções do intestino e da bexiga. A patologia ainda pode afetar o cérebro, os nervos ópticos e a medula espinhal (sistema nervoso central). Isso se dá porque o sistema imunológico do corpo passa a interpretar as células saudáveis como "células intrusas" e começa a atacá-las, provocando lesões. O sistema imune do paciente também corrói a barreira protetora que cobre os nervos, conhecida como mielina.

Tratamento

Apesar de ainda não existir um cura para a esclerose múltipla, existem tratamentos que ajudam a controlar os sintomas. Nesse sentido, a prática ortomolecular tem apresentado grandes avanços, já que seu objetivo é eliminar o excesso de radicais livres que estão no corpo. Os radicais livres são moléculas reativas que conseguem afetar as células saudáveis e que, embora sejam um resultado normal do funcionamento corporal, precisam ser mantidos em baixas quantidades para não causar malefícios à saúde.

Dados estatísticos demonstram que 95% dos brasileiros possuem carência de iodo no organismo, tornando necessário o uso de lugol. Além disso, a redução drástica no consumo de carboidrato facilita o sucesso do tratamento. O cardápio deve dar espaço para alimentos integrais, frescos e funcionais, aqueles que, além de nutrir, oferecem substâncias que fortalecem o sistema imunológico, combatem os radicais livres e aceleram o metabolismo.