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Tratamento ortomolecular ajuda a controlar os sintomas da esclerose múltipla

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Saúde

Tratamento ortomolecular ajuda a controlar os sintomas da esclerose múltipla

Saudável e funcional, prática ortomolecular tem mostrado progresso na luta contra diversas doenças degenerativas

A esclerose pode causar fadiga, perda de força, alterações na coordenação motora e de equilíbrio impossibilitando a prática de exercícios físicos.  

No Brasil, desde 2006, o mês de agosto tem sido marcado pela realização da campanha "Agosto Laranja”, que chama a atenção para a importância do Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, celebrado anualmente no dia 30 de agosto. A data busca aumentar a visibilidade para os desafios enfrentados por quem tem a doença.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune e que pode causar fadiga, perda de força, alterações na coordenação motora e de equilíbrio, distúrbios visuais e disfunções do intestino e da bexiga. A patologia ainda pode afetar o cérebro, os nervos ópticos e a medula espinhal (sistema nervoso central). Isso se dá porque o sistema imunológico do corpo passa a interpretar as células saudáveis como "células intrusas" e começa a atacá-las, provocando lesões. O sistema imune do paciente também corrói a barreira protetora que cobre os nervos, conhecida como mielina.

Apesar de ainda não existir um cura para a esclerose múltipla, existem tratamentos que ajudam a controlar os sintomas. Nesse sentido, a prática ortomolecular tem apresentado grandes avanços, já que seu objetivo é eliminar o excesso de radicais livres que estão no corpo. Os radicais livres são moléculas reativas que conseguem afetar as células saudáveis e que, embora sejam um resultado normal do funcionamento corporal, precisam ser mantidos em baixas quantidades para não causar malefícios à saúde.

O Dr J Bussade, nutrólogo e precursor da prática ortomolecular na América Latina, propõe como primeiro passo a detoxificação de parasitas e metais tóxicos presentes no organismo. Para isso, o ideal é ter um acompanhamento médico para orientar o melhor tratamento. Logo após o primeiro passo, deve ser realizada também uma desintoxicação intestinal com uma mistura que contém coco, água de coco e leite de magnésia. 

O especialista ainda aconselha a reposição de vitaminas D3 e K2. As duas, quando usadas corretamente juntas, auxiliam o paciente na reposição de cálcio em áreas específicas. “A base de toda intervenção ortomolecular contará com a reposição de minerais, vitaminas, aminoácidos e de produtos antioxidantes ao organismo. No entanto, a mudança de hábitos alimentares também é essencial no complemento do tratamento”, explica Bussade.

Dados estatísticos demonstram que 95% dos brasileiros possuem carência de iodo no organismo, tornando necessário o uso de lugol. Além disso, a redução drástica no consumo de carboidrato facilita o sucesso do tratamento. O cardápio deve dar espaço para alimentos integrais, frescos e funcionais, aqueles que, além de nutrir, oferecem substâncias que fortalecem o sistema imunológico, combatem os radicais livres e aceleram o metabolismo.

Terapia LDN

Outra substância indispensável no tratamento de doenças degenerativas é o uso de naltrexone em baixa dose. Denominada internacionalmente pela sigla LDN, a terapia traz melhoras significativas para pacientes com síndrome de Crohn, Alzheimer, cânceres de ovário, pâncreas e fígado, autismo, e, principalmente, esclerose múltipla. “A naltrexona é um antagonista opiáceo farmacologicamente ativo. Ele foi primeiramente utilizado em doses relativamente altas para o tratamento de opióide e do álcool. No entanto, quando utilizado em doses muito baixas, apresenta propriedades imunomoduladoras”, aponta Bussade.