• Velocidade do vento

  • Previsão de chuva

  • Nascer do sol

  • Por do sol

Umidade relativa do ar: Índice de raios UV:

Estudo comprova que o controle do colesterol diminuí infarto do miocárdio e AVC

Saúde

Estudo comprova que o controle do colesterol diminuí infarto do miocárdio e AVC

Segundo a Organização Mundial da Saúde, doenças cardíacas matam mais do que câncer, guerras e álcool.

Foto: Divulgação / Pexel
Mais de 75% dos óbitos causados por essas patologias ocorrem em países de baixa e média renda, como é o caso do Brasil.

Em agosto acontece o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Neste mês, um estudo publicado no Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes , demonstrou que indivíduos com alto risco de cardiovascular tiveram mais infartos do miocárdio (ataque cardíaco) e acidentes vasculares cerebrais (AVC), quando não receberam intervenção terapêutica ou abandonaram o tratamento para equilibrar o colesterol ruim, também conhecido como LDL-C. 

Os dados reforçam a importância do acompanhamento deste fator de risco e fator causal da doença aterosclerótica, que pode ocasionar doenças fatais como: infarto, AVC, complicações renais, síndrome coronariana aguda, angina e trombose.

Doenças cardíacas matam mais que câncer, guerras e álcool, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde. O órgão define as doenças cardiovasculares como causa de 31% de todas as mortes no mundo, e dessas, 85% são devido a ataques cardíacos e derrames. Outro dado importante apontado pela instituição é que mais de 75% dos óbitos causados por essas patologias ocorrem em países de baixa e média renda, como é o caso do Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil brasileiros sofrem de infarto agudo do miocárdio por ano, que acaba sendo fatal em 30% dos casos.

O levantamento foi realizado pela Familial Hypercholesterolemia Foundation (FH Foundation), entidade internacional que apoia pacientes com hipercolesterolemia familiar, uma doença genética e hereditária, caracterizada por elevados níveis de colesterol que aumenta as chances de doenças cardiovasculares em idade precoce. A publicação do estudo nessa data é uma oportunidade de evidenciar a importância do controle dos níveis de LDL-C no organismo e da prevenção das doenças cardiovasculares.

Embora fatores de risco como histórico familiar da doença, idade, sexo ou fatores genéticos, não possam ser alterados, o colesterol LDL-C elevado é um dos fatores de risco modificáveis mais importantes e impactantes para a doença cardiovascular.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) constatou que os altos níveis de colesterol atingem 60 milhões de brasileiros. “A desigualdade de acesso à informação sobre as novas possibilidades de prevenção faz o paciente ficar vulnerável às consequências das doenças cardíacas, esteja ele em qualquer país. Infartos e AVCs além de terem grande impacto financeiro e social, são situações irreversíveis que poderiam ser prevenidas.” José Francisco Kerr Saraiva, professor titular da disciplina de cardiologia da Faculdade de Medicina da PUC – Campinas.

O estudo, realizado nos Estados Unidos, analisou os pacientes que tiveram a prescrição de um medicamento para o controle de colesterol, mas que por conta da autorização das operadoras de seguro, não obtiveram acesso ao tratamento adequado. A conclusão foi que o baixo acesso à medicação torna mais suscetível a infartos e AVCs esta população de alto risco cardiovascular que não tem renda para arcar com os custos do tratamento. Para o levantamento, a Familial Hypercholesterolemia Foundation (FH Foundation) analisou 139.036 adultos.